Mês: julho 2017

“Doeu, mas quando eu lembrava do Temer, passava a dor” afirma Wladimir Costa

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Uma bandeira do Brasil e o nome “Temer”. Foi com esta tatuagem que o deputado Wladimir Costa (SD-PA) resolveu homenagear o presidente da República, Michel Temer.
A tatuagem, que ele afirma ser real, foi feita na quinta-feira (27) e custou R$ 1.200, segundo o deputado. Costa diz ter parcelado o valor em seis vezes no cartão de crédito.
O deputado disse à Folha ter outras cinco tatuagens pelo corpo e conta como enfrentou a dor.
“Doeu um pouco, mas eu lembrava do Temer, passava a dor”, afirmou.
A sétima tatuagem Costa diz que fará na costela, logo após a votação da denúncia contra Temer, na quarta-feira (2): o rosto de Temer com a frase “Temer, o maior estadista do Brasil”.
Nesta próxima tatuagem, que será colorida porque “fica mais bonito”, ele pensa também em registrar o rosto da primeira-dama, Marcela. “Um exemplo de mulher brasileira, mulher guerreira”, justifica.
“Vai doer um pouquinho, mas toma umas cachaça e fica anestesiado. Aqui no Pará tem cachaça de jambu, que anestesia tudo”, disse o deputado, mencionando uma planta típica de seu Estado, que tem como característica o poder de deixar partes do corpo dormentes.
O deputado diz que a ideia das tatuagens surgiu para mostrar que o presidente tem “amigos leais, que ele tem pessoas que estão pouco se importunando com uma imprensa comprada para tentar derrubá-lo”, afirmou.
“Quem é Temer é Temer, não tem medo. Amigo é amigo, filho da puta é filho da puta. Vamos vencer dia 2 com a bênção de Deus. Deus está no comando, disse o deputado, para quem Temer terá entre 260 e 290 votos em plenário.
O deputado disse ainda que Temer é “muito homem para assumir suas responsabilidades” e que “este crimezinho de merda que estão querendo colocar nele, nunca aconteceu e nunca vai acontecer”.
Temer é acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de corrupção passiva durante o exercício do cargo.
O deputado disse também que Temer tem “uma das biografias mais respeitadas deste país” e criticou “vagabundo” que tatua os rostos de figuras de esquerda como Carlos Marighella, Che Guevara, Fidel Castro e do ex-presidente Lula.
“Já vi um vagabundo com tatuagem daquele patife do Marighella, vagabundo, terrorista. Já vi gente com foto do Lula. Pelo amor de Deus. Lula é o maior bandido desta República. Gente com foto de Che Guevara e Fidel Castro, falsos socialistas que só gostavam de Rolex e roupa de grife. Temer tem uma das mais respeitadas biografias deste país”, afirmou o deputado.

FONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/07/1905845-lembrava-do-temer-passava-a-dor-diz-deputado-que-tatuou-nome-do-presidente.shtml

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/doeu-um-pouco-mas-eu-lembrava-do-temer-passava-a-dor-diz-deputado-que-tatuou-o-nome-do-chefe/

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Em votação PMDB escolhe Temer para vice de Dilma

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Deputado federal Michel Temer teve indicação aprovada por 560 dos 660 votos da Convenção Nacional do PMDB

Presidente da Câmara dos Deputados e presidente nacional do PMDB, o deputado Michel Temer (SP) foi urgido, neste sábado, 12, como indicado do partido para ser candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Dilma Rousseff, do PT. Dos 473 convencionais (que tiveram direito a 660 votos), 84,8% votaram em Temer.
Outros 14,3% (95 votos) foram para que o ex-governador do Paraná Roberto Requião ser o candidato a presidente da República. Menos de 1% (4 votos) foram em Antônio Pedreira. Candidato a presidente em 1989 pelo extinto PPB, Pedreira queria, mais uma vez, disputar a presidência, desta vez pelo PMDB.
O presidente do Senado, José Sarney (AP), disse que a aprovação do nome de Michel Temer representa a unidade do partido e pediu que o deputado defenda as bandeiras da legenda no governo caso venha a ser o vice-presidente da República. Sarney também elogiou a ex-ministra Dilma Rousseff, a quem chamou de “sacerdotisa do serviço público”. Antes, o presidente do Senado havia dito que o PMDB será peça-chave na eleição de Dilma, assim como foi, segundo ele, no governo do presidente Lula.
Pela manhã, Michel Temer disse que o PMDB não teria papel coadjuvante na aliança com o PT para a disputa das eleições presidenciais. “Não estamos fazendo um ajuntamento de pessoas, o PMDB está fazendo um ajuntamento de ideias”, disse. Há alguns meses, o deputado Ciro Gomes havia dito que o PMDB era um “ajuntamento de assaltantes.
Vantagem
Ao desembarcar em Brasília, a ex-ministra Dilma Rousseff foi recebida por uma comitiva petista e todos se dirigiram, em comboio, para a convenção do PMDB que homologará o nome de Michel Temer na vaga de vice da chapa governista. Ela deve ser a última oradora do dia, e deve dizer que a união do PT com o PMDB representa o encontro entre a luta democrática com a luta social.
Questionada pelo Estado se considerava que a oficialização da aliança com o PMDB, já definindo o vice, dava vantagens competitivas contra o adversário José Serra – que ainda não escolheu o companheiro de chapa – a petista recorreu à ironia: “Antigamente, os candidatos à Presidência, no Brasil, tinham vice. Não sei avaliar a situação deles.”
Com a candidata desembarcaram o ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, a ex-ministra Marta Suplicy e o presidente do PT, José Eduardo Dutra, além de parlamentares e integrantes do núcleo de campanha da candidata.
Aos colegas, o ministro Padilha fez um comentário sobre o discurso de José Serra na convenção do PSDB em Salvador: “Ele disse que não caiu de para-quedas (na política). Tem razão. Ele está caindo, nas pesquisas, sem para-quedas.”

Por que fazer aliança com o PMDB?
Porque é o maior partido no congresso (sempre foi), nas prefeituras e nos estados. E tinha uma posição mais progressista que o PP ou o PSDB.
Por que foi escolhido para vice Michel Temer?
Temer foi indicado pelo próprio PMDB. Não houve “escolha”. Uma vez a aliança definida, o PMDB indica o nome.
Temer governava junto com Dilma?
Temer nunca foi consultado para nada. Dilma intuia o seu caráter e falta de honestidade. No final da crise, quando Temer levantou o PMDB todo, Dilma tentou negociar, já com a faca no pescoço.
Quem colocou e manteve Temer na presidência?
A direita colocou e depois manteve temer na presidência. E nunca teve preocupação com os escândalos de corrupção nem de Temer nem de sua entourage.

 

FONTE:

http://causameespecie.blogspot.com.br/2017/08/chega-de-argumentos-furados-culpa-pelo.html
https://falandoverdades.com.br/2017/06/13/temer-nao-foi-indicado-a-vice-de-dilma-por-dilma-ou-lula-e-sim-pelo-pmdb-em-votacao/
http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,temer-e-aprovado-vice-na-chapa-de-dilma-a-presidencia,565622
Carol Pires e Malu Delgado, da Agência Estado,
12 Junho 2010 | 15h56

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Sérgio Reis é hostilizado com faixa de show em Contagem

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Uma faixa criticando o cantor e deputado federal Sérgio Reis (PRB-SP) foi afixada nessa sexta-feira (28) em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, em frente a um outdoor que anunciava um show do músico na cidade,. O protesto acontece após o site The Intercept Brasil ter divulgado que o político lidera a lista de deputados que mais receberam emendas parlamentares liberadas pelo governo federal neste ano.

“O menino da porteira do Temer. Atual campeão de repasses: R$ 8,4 milhões. Ganha dinheiro cantando (OK, profissão); Ganha dinheiro votando (PQP, Corrupção)”, anuncia a faixa que continuava na avenida João César de Oliveira na manhã dessa sexta.

O TEMPO conversou com um membro do coletivo Alvorada, responsável pelo protesto, que não quis ser identificado. “Nós sempre fazemos este tipo de manifestação, sempre bem humorada, nada violento, jamais em situação pública da pessoa. O outdoor estava lá e, como aconteceu do Sérgio Reis ser notícia ontem (quinta-feira) pelo recebimento destas emendas do Temer, resolvemos fazer essa faixa. A gente já sabe o preço que os votos dele têm”, explica.

FONTE:

http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/faixa-com-cr%C3%ADticas-a-s%C3%A9rgio-reis-%C3%A9-afixada-em-avenida-de-contagem-1.1502552

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Notícias falsas, mentiras e ódio alimentam os seguidores de Bolsonaro

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Notícias falsas e comentários alarmistas de cunho islamofóbico alimentam a rede virtual de simpatizantes de Jair Bolsonaro (PSC-RJ), em um ambiente similar ao da campanha que elegeu Donald Trump nos EUA.

Muitas vezes, os conteúdos giram em círculos, mesmo depois de contestados, abastecendo grupos por semanas.

Em junho, ocorreu um caso exemplar. Viralizou um áudio atribuído ao senador Magno Malta (PR-ES) –ele nega– em que o narrador anuncia “a invasão de 1,8 milhão de muçulmanos” ao país.

Seria supostamente estratégia do governo Michel Temer para agradar a ONU, “que é completamente islâmica”, para obter assento permanente no Conselho de Segurança do organismo, que se define pela neutralidade política, geográfica e religiosa.

Não há sinais de “invasão” no Brasil. Segundo a Polícia Federal, 399 sírios pediram refúgio ao Brasil de janeiro a maio deste ano. Somando-se solicitações do Líbano e do Iraque, há 1.094 pedidos em 2017. A entrada é controlada.

Mas a mensagem pede “intervenção hoje”. “Bem-vindos ao Brasilquistão, a nova Turquia da América Latina. Espero que Bolsonaro ganhe, pelo amor de Deus. Espero que as Forças Armadas façam algo, porque [senão] o nosso país estará destroçado”, diz o narrador.

Bolsonaro está em campanha para viabilizar uma candidatura à Presidência em 2018. Desde o ano passado, quando foi batizado pelo pastor Everaldo no rio Jordão, faz acenos ao eleitorado evangélico enaltecendo Israel.

Essa agenda acabou por aproximá-lo de parte da comunidade judaica.

TERRORISMO

Em um vídeo na semana passada, uma simpatizante de Bolsonaro que se identifica como Jane Silva, “pastora e presidente da Comunidade Internacional Brasil-Israel”, afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “deu de presente” uma embaixada para a Palestina.

“E para quê? Para trazer o terrorismo, eles financiam o terrorismo no Brasil”, disse.

O país condena o terrorismo e aprovou lei no passado que tipifica o crime. Tem como praxe doar áreas para embaixadas, como foi feito com a Palestina em 2010. Em reciprocidade, recebeu doação, em 2015, de terreno em Ramalá. A construção é custeada pelo país estrangeiro.

“O Brasil dá tudo de graça, pega o nosso arroz e manda para a Faixa de Gaza, pega o nosso dinheiro e investe numa embaixada caríssima, e nós passamos necessidades”, reclama essa pastora, em possível referência à doação de R$ 25 milhões anunciada por Lula à faixa de Gaza em 2010.

Em seguida, ela mira o ministro de Relações Exteriores: “Aloysio Nunes recebe ordens no Itamaraty daqui”.

O ministro entrou na rota dos ataques virtuais quando da tramitação da Lei de Migração, de sua autoria, que estabeleceu regras mais flexíveis para imigrantes.

“Embora meu Facebook tenha sido inundado com esse tipo de conteúdo falacioso, o impacto fora da rede foi mínimo: meia dúzia de gatos pingados foi às ruas protestar”, afirmou à Folha.

“Os fatos desmentem o ridículo, mas é importante encontrar mecanismos capazes de frear a disseminação de notícias falsas. Porque se consolidou a ideia de que notícia falsa é a notícia com a qual não se concorda, e isso é perigosíssimo”, concluiu.

Procurada, Jane Silva não respondeu à reportagem.

VIAGEM AOS EUA

Em sua campanha à Presidência dos EUA, Trump fomentou a islamofobia ao generalizar a associação de terrorismo com muçulmanos. Bolsonaro, de sua parte, concorda com a “preocupação” do americano.

“Junto com as laranjas boas vêm as podres e podemos, mais cedo ou mais tarde, ter essa preocupação”, disse o deputado sobre refugiados.

Quanto a notícias falsas e alarmistas, ele diz que “não estimula nada, cada um é responsável pela opinião que emite”. Mas, na retórica, vai na mesma linha.

“Agora, eu te pergunto: se chegarem dez milhões [de refugiados] em navios, eles vão poder entrar aqui? O Brasil é muito complacente. O governo não se manifesta, o pessoal acaba ficando no Brasil.”

Bolsonaro planeja percorrer cidades americanas em outubro para tratar dessa e outras agendas em comum. Diz que tem uma rede de apoiadores no país.

Para Salem Nasser, professor na Fundação Getulio Vargas que estuda o direito islâmico e sua relação com o direito internacional, o discurso conservador brasileiro contra muçulmanos demonstra “ignorância absoluta”.

A comunidade islâmica brasileira é sensivelmente diferente da americana e europeia, uma vez que é formada sobretudo por sírios e libaneses, enquanto nas outras regiões há muitos africanos.

“Nossa leitura sobre o tema não é fina, não é sofisticada”, afirmou Nasser. “Dá uma abertura muito grande para teorias conspiratórias.”

FONTE:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/07/1905378-alarmes-falsos-alimentam-rede-de-simpatizantes-de-bolsonaro.shtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=fbfolha

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Governo Temer / PSDB quer reduzir benefícios dos funcionários dos Correios

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Com o risco de fechar as contas no vermelho pelo quinto ano consecutivo, a diretoria dos Correios começou a estudar alternativas para reduzir os benefícios dos funcionários. Nos cálculos da empresa, seria possível economizar R$ 2 bilhões por ano se os benefícios fossem limitados apenas ao que exige a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Também está sendo avaliada uma restrição no plano de saúde, em que os dependentes ficariam de fora. Os dados constam em estudo feito pela direção da estatal, obtido pelo ‘Estadão/Broadcast’.
A reportagem apurou que a direção da estatal elaborou um levantamento interno para avaliar a diferença entre o que é pago atualmente aos 109 mil empregados – que são celetistas mas com estabilidade no emprego – e as exigências da CLT usadas por empresas públicas e privadas. A diferença entre o praticado no mercado de trabalho para grande parte da população e o que é pago pelos Correios alcança aproximadamente R$ 800 milhões anuais.Além disso, a empresa economizaria mais R$ 1,2 bilhão se deixasse de pagar assistência médica para pais e filhos dos empregados, como é feito hoje. Com dependentes, o plano custa R$ 1,8 bilhão em 12 meses. Além dos funcionários da ativa, o plano contempla 27,7 mil aposentados.Na prática, o montante economizado, de R$ 2 bilhões, é superior ao déficit previsto pela empresa para 2017, de R$ 1,3 bilhão. A estatal, palco inaugural do mensalão há mais de dez anos, também terminou no vermelho em 2015 e em 2016.

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O estudo foi feito para embasar as negociações do acordo coletivo de trabalho para os anos de 2017 e 2018, com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Isso não significa, porém, que será utilizada pela direção como proposta oficial para os funcionários. Entre os benefícios que a empresa pretende tesourar estão: gratificação de férias, vale alimentação, vale refeição durante as férias, vale cesta extra e vale cultura. A maior economia seria na gratificação de férias complementar. Hoje, os funcionários recebem 70% de gratificação de férias – enquanto os trabalhadores da iniciativa privada recebem um terço. Isso representa hoje um custo de R$ 303 milhões num ano. Caso a estatal seguisse o adicional de férias tradicional, o valor dispensado seria de R$ 144 milhões, o que representaria uma economia de R$ 159 milhões por ano.O presidente dos Correio, Guilherme Campos, disse que os benefícios foram acordados quando a empresa tinha monopólio de mercado. “Com a queda do monopólio, fica impossível a estatal ter dois terços de seu custo só com salários e benefícios”, disse. A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares contesta o argumento de que a empresa tenha prejuízo. Os trabalhadores acusam a direção de “maquiar” o balanço e argumentam que os benefícios superiores ao definido pela CLT funcionam como compensação pelos baixos salários.

FONTE:

http://www.debateprogressista.com.br/governo-temer-psdb-estuda-reduzir-beneficios-dos-funcionarios-dos-correios/

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,correios-estudam-reduzir-gastos-de-r-2-bi-com-beneficios-de-funcionarios,70001912135

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Gritou “fora Dilma” e depois matou morador de rua atropelado por dormir na sua calçada

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Um contador de 34 anos foi preso nesta segunda-feira (9) por suspeita de atropelar de propósito e matar um morador de rua em Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá. De acordo com a Polícia Civil, o contador, identificado como Thiago Bernini, confessou ter atropelado propositalmente Francisco Vianei dos Santos Silva, de 61 anos, no mês passado. O contador disse à polícia que se sentia incomodado com a presença do morador de rua, que usava a obra dele como abrigo. Um vídeo do atropelamento foi divulgado pela Polícia Civil.

Thiago Bernini foi preso e confessou o crime (Foto: Divulgação/Polícia Civil de MT)Thiago Bernini foi preso e confessou o crime
(Foto: Divulgação/Polícia Civil de MT)

Segundo a polícia, Thiago teve a prisão temporária decretada pela Justiça e também teve a caminhonete, usada no atropelamento, apreendida. O G1 não localizou os dois advogados de Thiago, que estão o acompanhando na delegacia na manhã desta segunda-feira.

“Ele admitiu que atropelou o morador de rua de propósito. Justificou que procurou órgãos de assistência social [da prefeitura] para retirar o morador dessa obra, porém, afirmou que nada foi feito. Ele disse que queria apenas dar um susto nele e que não tinha a intenção de matar”, declarou ao G1 o delegado Rafael Scatolon.

No dia 17 de abril, Francisco andava pela Avenida São Paulo, no Bairro Cidade Nova, quando foi atropelado por uma caminhonete. Câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima foi atingida pelo veículo. Nas imagens, é possível ver que a caminhonete faz um movimento para a direita, atropela o morador, quando ele estava de costas, e continua o trajeto, sem parar para prestar socorro.

Polícia Civil apreendeu a caminhonete do contador; veículo vai passar por perícia (Foto: Divulgação/Polícia Civil de MT)

Conforme as investigações, Francisco morreu um dia após o atropelamento e foi enterrado como indigente no cemitério da cidade, já que os familiares não foram localizados pelos órgãos de assistência social. Ele sofreu traumatismo craniano.

As investigações apontam que Francisco, que apresentava transtorno psiquiátrico, usava o local da obra em construção do contador como local de abrigo para poder dormir. A obra de construção de um escritório de contabilidade e uma residência está avaliada em R$ 2 milhões.

O contador deve ser indiciado por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil, com meios que dificultaram a defesa da vítima. Thiago será encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Lucas do Rio Verde. A caminhonete dele vai passar por uma perícia técnica.

Conselho Regional de Contabilidade
O Conselho Regional de Contabilidade de Mato Grosso (CRC-MT) informou, através de nota, que Thiago não tem registro de profissional contábil no CRC. Porém, a informação de que o suspeito atua como contador foi divulgada pela Polícia Civil. O CRC-MT declarou que repudia qualquer ato ilícito e lamenta o fato ocorrido.

FONTE:

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2016/05/contador-atropela-morador-de-rua-de-proposito-e-e-preso-em-mt-veja-video.html

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Preso falsificador de cartões que fazia protesto contra corrupção

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Dois dias antes de ser preso, Sirdata Germano divulgou uma convocação do movimento contra o governo Dilma e a corrupção . No seu perfil de capa está escrito:  ” É com pesar que comunico o falecimento da moral e da dignidade do brasileiro”

Policiais do 5º BPM prenderam, ontem, três homens acusados de participar de uma quadrilha que clonava cartões de banco.

Um deles, Sidarta Hermano Mendes Fonseca, de 32 anos, usava sua página do Facebook para protestar contra a corrupção. Dois dias antes de ser preso, o jovem compartilhou convocação para a “Parada geral até a queda do governo Dilma Rousseff”.

FONTE:

http://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/preso-acusado-de-clonar-cartoes-fazia-protestos-contra-corrupcao.html

“Gatos” de energia elétrica são identificados em mansões do Rio

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As ligações clandestinas de luz estão na mira de empresas distribuidoras de energia. No Rio de Janeiro, a operação de “caça aos gatos” descobriu furto de eletricidade onde menos se espera.

Eles estão atrás de um crime que acontece dia e noite sem que ninguém perceba. Uma fraude escondida dentro dos medidores de luz.

Técnicos especialistas em identificar furtos de energia vão atrás de mais um flagrante.

A casa fica em um condomínio, na Barra da Tijuca, zona nobre do Rio de Janeiro, e agora os técnicos tão trabalhando para confirmar se há mesmo uma fraude.

Os cabos foram desviados para que parte do consumo de luz da casa não passasse pelo medidor. Fraude confirmada.

O técnico tenta falar com o dono. Mas quem aparece para dar explicações é o pai dele, que não mora na casa. Mas se apresentou como o advogado do filho.

“Ele não faria isso, e não precisa fazer isso. Alugou essa casa recentemente, que estava vazia há dois anos. Com certeza não sabia”, diz o pai e advogado Paulo César Pereira de Souza.

Furto de energia é crime com pena de até oito anos de prisão.

E sabe como os técnicos descobrem essas fraudes? De olho em computadores ligados aos 800 mil medidores eletrônicos que já foram instalados pela concessionária no Rio.

O alerta vermelho é sinal de alguma irregularidade.

Repórter: Nesse momento, o medidor foi desligado?
Ivson Vasconcellos, superintendente comercial da Light: Exatamente. Foi desligado e retornando com praticamente 50% do consumo original. Automaticamente é disparada uma inspeção de campo para uma verificação.

No computador já dá para ver onde ficam algumas dessas fraudes. Pela quantidade de piscinas, parecem casas de alto nível.

Mais da metade dos furtos de energia, os chamados gatos, acontece em bairros de classe média, no comércio e muitas vezes em condomínios de luxo. E o prejuízo não é só para a concessionária: ele é dividido entre os consumidores.

“O furto de energia dá um prejuízo hoje da ordem de R$ 2 bilhões por ano. A conta do cliente é majorada na ordem de 17% em função do furto de energia”, diz o superintendente de distribuição da Light, Dalmer Souza.

E os caça-gatos já encontraram de tudo. Ligações clandestinas subterrâneas e até fraudes supersofisticadas, como a de um restaurante também em uma área valorizada do Rio.

Foi só olhar para o medidor para ver a prova do crime.

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Dentro do aparelho, tem um dispositivo que é acionado para desviar energia nos momentos de maior consumo: é um gato por controle remoto!

O dono disse que não sabia da fraude, mas foi levado para a delegacia e acabou preso.

O dono do restaurante foi solto depois de pagar fiança – e está respondendo a processo.  O morador da casa no condomínio foi chamado pra prestar esclarecimentos na delegacia, mas ainda não depôs.

FONTE:

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/04/gatos-de-energia-eletrica-sao-encontrados-em-mansoes-do-rio.html

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MST se tornou o maior produtor de arroz orgânico da América Latina

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O agricultor Isaías Vedovatto tinha 22 anos quando cortou a cerca da Fazenda Annoni, em Sarandi (RS), na madrugada de 29 de outubro de 1985. Ele foi o primeiro dos 7,5 mil camponeses, de mais de 30 cidades gaúchas, a pisar na invasão de terra, marcante na história do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

Agora, aos 54 anos, Vedovatto testemunha o MST se tornar o maior produtor de arroz orgânico (sem agrotóxicos) da América Latina – em uma nova etapa do movimento, que é alvo de defesas e críticas igualmente apaixonadas.

O agricultor era um dos 2 mil sem-terra presentes na 14ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz Agroecológico no RS, em 17 de março, a 25 km de Porto Alegre. Nesta primeira semana de maio, o movimento organizou, em São Paulo (SP), a 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária, com exposição da produção de acampamentos e assentamentos.

Para a safra do arroz orgânico de 2016-17, o MST estima a colheita de mais de 27 mil toneladas, produzidas em 22 assentamentos diferentes, envolvendo 616 famílias gaúchas. Também serão produzidas 22.260 sacas de sementes, que não são transgênicas.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), órgão do governo federal, não diferencia a produção orgânica da convencional (com agrotóxicos e outros aditivos químicos) na sua estimativa atual de safra. Mas o Irga (Instituto Riograndense do Arroz), do governo gaúcho, confirma que o MST é, no momento, o maior produtor orgânico do grão da América Latina.

Isaías Vedovatto, de 54 anos, na Fazenda AnnoniDireito de imagemMAURICIO SUSIN
Image captionIsaías Vedovatto, de 54 anos, cortou a cerca da Fazenda Annoni em 1985, ocupação que é símbolo do MST

Exportação

O movimento exporta 30% de sua produção, segundo Emerson Giacomelli, coordenador do Grupo Gestor do Arroz Agroecológico do MST.

Um dos responsáveis pela exportação é o zootécnico Anderson Bortoli, 41, da empresa Solstbio, da cidade de Santa Maria.

A empresa – sem relação institucional com o MST – compra o arroz orgânico de três assentamentos gaúchos e exporta-o para Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Nova Zelândia, Noruega, Chile e México.

Bortoli coleta amostras do arroz nos silos e envia para a Bélgica para análises que garantem que não contenha nenhum agrotóxico e, assim, obtém as certificações de produto orgânico.

Apenas no município gaúcho de Nova Santa Rita, a produção do MST faz circular R$ 7 milhões por ano, movimentando a economia local, diz a prefeita Margarete Simon Ferretti (PT).

Os 4 mil alunos das 16 escolas municipais consomem alimentos orgânicos adquiridos pela prefeitura diretamente dos agricultores.

E os produtores de arroz orgânico trabalham no sistema de cooperativa e recebem, de acordo com Giacomelli, 15% a mais do que agricultores convencionais.

“Essa valorização é possível porque colocamos um produto de qualidade no mercado, com preço maior. Isso ajuda a manter os trabalhadores no campo”, explica o gestor.

João Pedro Stédile (à esq), coordenador nacional do MST, na abertura da colheita do arroz orgânicoDireito de imagemMAURICIO SUSIN
Image captionStédile (à esq) fala na abertura da colheita do arroz orgânico; líder do MST diz que movimento incorporou a agroecologia

Agroecologia x agronegócio

“No início do MST, durante a crise da década de 1980, a meta principal do movimento era terra para trabalhar e criar as famílias. Naquele âmbito a visão era até um pouco ingênua: terra para quem nela trabalha. É um princípio justo, porém insuficiente para resolver os problemas da produção de alimentos. Na medida em que o MST foi evoluindo, fomos adequando nosso programa, fomos incorporando a agroecologia”, diz João Pedro Stédile, coordenador nacional do Movimento Sem Terra, em entrevista à BBC Brasil.

Estudos acadêmicos mostram que o discurso da agroecologia foi incorporado pelo MST a partir dos anos 2000.

“A agroecologia passa a ser o principal discurso (do MST) para a viabilidade da reforma agrária e para dialogar com a sociedade civil – urbana ou rural”, opina Caetano De’Carli Viana Costa, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) que estudou essa mudança do MST.

O modelo agroecológico, segundo Stédile, é antagônico ao do agronegócio porque este último “visa o lucro a qualquer custo, usando agrotóxicos, transgênicos e maquinário, o que afasta os trabalhadores rurais do campo”.

De um lado, essa nova fase do movimento gera críticas de quem acha que ele deixou de lado sua pauta original para sucumbir às demandas do mercado consumidor.

“O MST abandonou sua pauta de luta para absorver um modelo de produção liberal – e por que não dizer capitalista – para lograr sucesso”, critica Adriano Paranaiba, mestre em Agronegócios pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e diretor de ensino e pesquisa do Instituto Liberdade e Justiça (ILJ).

De outro, há quem critique as táticas tradicionais de invasão de terras, mas veja com bons olhos o avanço na produção de orgânicos.

“É um movimento invasor, próximo de uma atividade guerrilheira e que, por várias vezes, traz conflitos que ameaçam a vida das pessoas”, opina Paulo Ricardo de Souza Dias, presidente da Comissão de Assuntos Fundiários da Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul).

“No momento em que eles são produtores, eles são nossos colegas. A nossa visão crítica é quando estão nesse movimento de guerrilha.”

Procuradas pela BBC Brasil para comentar a posição do MST, a Sociedade Rural Brasileira (SRB) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que representam o agronegócio, não quiseram se manifestar.

Nilce de Oliveira, de 40 anos, com os filhos Ingrid, 7, e Michael, 13Direito de imagemMAURICIO SUSIN
Image captionNilce de Oliveira, de 40 anos, com os filhos Ingrid e Michael; família está acampada e espera conseguir um pedaço de terra

Menos desapropriações

Na teoria, os sem-terra invadem áreas improdutivas e desocupadas, o governo então indeniza os proprietários das terras, pagando o valor da área, e, por fim, dá a posse aos camponeses. Esse processo, vale lembrar, nem sempre é pacífico.

Segundo o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), o Brasil tem 9.355 assentamentos. Nas contas do MST, o país possui 1,1 milhão de famílias assentadas e 130 mil famílias acampadas (sem a posse legal da terra).

“Durante os governos Lula e Dilma (2003-2016) a gente tinha uma briga porque tinha gente que dizia que os dois modelos, agronegócio e agroecologia, são compatíveis. E foi essa a política de Lula e Dilma, porque eles apoiavam o agronegócio e apoiavam a agricultura familiar”, critica Stédile.

Stédile é ainda mais crítico ao governo de Michel Temer (PMDB), por causa da extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

“Deram a prova concreta de que não querem saber dos pobres do campo”, diz o líder sem-terra.

À BBC Brasil o Incra afirmou que a extinção da pasta não prejudica as políticas voltadas para os assentamentos porque foi criada a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário.

Ao mesmo tempo, os decretos presidenciais que determinam a desapropriação de terra para destiná-las a assentamentos caíram 86,7% na comparação entre 2010 e 2016. Em 2010, Lula assinou 158 decretos desapropriatórios, contra 21 decretos assinados em 2016 (Dilma Rousseff foi afastada em maio, quando assumiu Temer).

No mesmo período, a quantidade de área desapropriada caiu 89%, de 321.525 hectares em 2010 para 35.089 hectares em 2016.

Por consequência, o valor pago pelo governo aos proprietários das terras desapropriadas também caiu, mas não na mesma proporção: 64,62% foi a redução entre 2010 para 2016, de R$ 326,4 milhões para R$ 115,4 milhões.

Assentamentos x acampamentos

O decreto presidencial é uma das últimas etapas da criação de um assentamento. Antes de serem assentados, os sem-terra passam pelos acampamentos.

É nessa fase que ocorre o maior número de desistências, conta Cedenir de Oliveira, 38, da coordenação estadual do MST. Sem água encanada, eletricidade e morando em barracas, algumas famílias não aguentam esperar pela desapropriação.

Nilce de Oliveira, de 40 anos, é uma das que aguardam: saiu de Guarujá (SP) com o marido e dois filhos. Eles são acampados na cidade de Charqueadas, a 40 km de Porto Alegre.

“Estamos debaixo da lona preta. O mais difícil é o inverno, porque é muito frio, a chuva molha tudo, o jeito é fazer fogo para se aquecer”, conta Oliveira.

“A gente fica abraçado e enrolado nas cobertas”, conta a filha Ingrid, de 7 anos, apontando para o irmão Michael, 13.

Além dessa precariedade, outra questão constantemente envolvendo os assentamentos é a violência no campo. Lideranças sem-terra dizem conviver com ameaças de morte e execuções de integrantes.

Em 19 de abril deste ano, nove homens sem-terra foram assassinados em um assentamento na área de Colniza, no Mato Grosso. As vítimas foram amarradas e torturadas antes de serem mortas. A suspeita é que capangas de fazendeiros da região tenham cometido os crimes.

Em 25 de abril, um dirigente do MST foi assassinado em casa, no Assentamento Liberdade, em Minas Gerais.

Relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT), ligada à Igreja Católica, aponta que 59 pessoas foram mortas em 2016 por defender a reforma agrária e também áreas indígenas. O número é maior do que o registrado em 2003, ano com 71 mortes no campo.

Enquanto a violência no campo persiste, o MST espera que a produção de orgânicos seja adota em outras regiões do país. Emerson Giacomelli, de 43 anos, começou a desenvolver a técnica de manejo do arroz orgânico do MST há 15 anos.

Hoje, Giacomelli enxerga benefícios que vão além dos assentamentos: “É saúde para quem produz e para quem consome. Ajuda na permanência dos camponeses na terra, mas também ajuda quem compra a não ter que se preocupar com os malefícios dos agrotóxicos”.

FONTE:

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-39775504

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