Mês: setembro 2017

PM do Rio é a mais criminosa do país, diz pesquisa

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Para Secretaria Nacional de Segurança, alta taxa de expulsão de policiais tem fortalecido milícias

Considerada a mais corrupta do país, com 30,2% dos casos de extorsão, segundo pesquisa exclusiva revelada ontem pelo jornal “Extra”, a Polícia Militar do Rio enfrenta o problema com uma alta taxa de expulsão de servidores, o que, nos últimos anos, tem contribuído para o crescimento de uma nova face da criminalidade: as milícias. A análise foi feita ontem pela secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, ao comentar o resultado da Pesquisa Nacional de Vitimização do Instituto Data Folha, encomendada pelo Ministério da Justiça e pelo Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento.
— O número de policiais expulsos me preocupa porque as milícias do Rio cresceram muito por causa dessas expulsões de PMs. Tenho medo de ser mal interpretada. Não acho que a gente deva ficar com o policial de qualquer jeito. Não é isso. Toda polícia que deu certo no mundo passou por reestruturação. A corporação do Rio tem que ser reestruturada — defende a secretária.
Segundo o levantamento, o Rio tem o maior número de vítimas desse tipo de crime do que todos os estados da Região Sudeste somados, inclusive São Paulo, que tem a maior população e a maior corporação militar do país. A pesquisa ouviu 78 mil pessoas em 26 estados. Depois do Rio, São Paulo desponta com 18,2% dos casos de entrevistados que relataram ter sofrido extorsão e pagado propina a policiais.

Cabral reage à crítica

A crítica feita pela titular da Senasp se refere aos milhares de servidores expulsos das fileiras das polícias Militar e Civil do estado. De 2008 até o ano passado, 1.411 PMs e policiais civis foram expulsos no Rio. Ela chama a atenção para a ausência de uma política de recuperação do policial antes de expulsá-lo e de um acompanhamento social após a expulsão, o que poderia evitar que ele se tornasse, por exemplo, um miliciano:
— O cara não sabe fazer nada na vida a não ser atuar na polícia. O estado investe muito alto na formação desse policial e depois o expulsa.

O governador Sérgio Cabral rebateu as críticas de Regina Miki:

— Jamais houve um governo que combatesse a má conduta dentro das polícias como o nosso, com a punição e expulsão de centenas de policiais. Entretanto, não conheço no Brasil polícia mais corajosa para entrar na luta contra o crime organizado como a nossa.
O deputado Marcelo Freixo (PSOL), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, também criticou a política de expulsões:
— Investe-se pouco na formação, na valorização e no controle. Quem investe pouco nisso acaba tendo que expulsar muito. O policial expulso não vai ser carteiro ou professor.
O titular da Corregedoria Geral Unificada, Giuseppe Vitagliano, afirma que a reforma ou a demissão de oficiais é mais lenta porque só pode ser feita por meio do Tribunal de Justiça. Às vezes, demora porque o número de processos é alarmante.
— A corrupção é incompatível com o exercício da atividade. O policial deve ser honesto por princípio.
Dos entrevistados pela pesquisa, 61,3% acreditam que os policiais militares fazem vista grossa para a corrupção de seus colegas. O maior índice de desconfiança foi registrado em Roraima (74,7%). O Estado do Rio vem em seguida, com 69,6%, e depois São Paulo (61,2%) e Minas (55,9%). As PMs do Rio, São Paulo, Minas e Espírito Santo, na Região Sudeste, têm 53,5% dos casos de extorsão.
Julita Lemgruber, ex-diretora do Departamento do Sistema Penitenciário, observou que o Rio tem história antiga e grave com a corrupção, mas estranhou a posição de Alagoas (12º lugar no ranking):
— Em alguns estados do Nordeste, como Alagoas, os níveis de corrupção na PM são muito altos.

Fonte: https://oglobo.globo.com/rio/pm-do-rio-a-mais-corrupta-do-pais-diz-pesquisa-8053956

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Fiesp subornou general para trair Jango, diz coronel

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Coronel reformado denunciou que o general Amaury Kruel, ex-ministro da Guerra do ex-presidente João Goulart, teria recebido U$ 1,2 milhão para apoiar golpe em 1964

O coronel do Exército reformado Erimá Pinheiro Moreira denunciou que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) teria subornado o então comandante do 2º Exército, general Amaury Kruel para que ele traísse o ex-presidente João Goulart e apoiasse o golpe militar. Em seu depoimento à Comissão Municipal da Verdade de São Paulo, nesta terça-feira (18), Moreira disse estar presente quando Kruel, ex-ministro da Guerra de Jango, recebeu em U$ 1,2 milhão (R$ 2,4 milhões, em valores atualizados) do então presidente da Fiesp Raphael de Souza Noschese, no dia 31 de março de 1964.
Moreira era major farmacêutico na época e servia no Hospital Geral Militar, e cedeu seu laboratório particular, na Aclimação, para uma reunião secreta de Kreul com Noschese. Até então, “Kruel dizia que morreria em defesa de Goulart”, relata o coronel Moreira. “Ele foi subornado”. O coronel conta que Noschese chegou ao seu laboratório acompanhado de três homens, cada um com duas maletas. Temendo pela segurança do general, Moreira exigiu a abertura das malas, que estavam repletas de notas de dólares.
Depois de se reunir com Noschese, Kruel ordenou que as maletas fossem colocadas no porta-malas de seu carro, o que foi feito com a supervisão do próprio coronel Moreira, e deixou o local com cinco militares batedores que conduziam motocicletas. Horas depois, Kruel anunciou o apoio ao movimento que depôs Goulart.
Moreira diz que acreditava que o dinheiro seria usado para organizar a resistência ao golpe militar, e questionou em reunião com oficiais do Exército, se Kruel havia embolsado o dinheiro.
Moreira relata que foi colocado na reserva após questionar o episódio e passou a ser vigiado por homens do Dops e do 2º Exército. O coronel também declarou à Comissão da Verdade, comandada pelo vereador Natalini (PV), ter recebido a informação de que Kruel usou o dinheiro do suborno para comprar duas fazendas na Bahia.

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Fonte
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2014-02-18/fiesp-subornou-general-para-trair-jango-diz-coronel-a-comissao-da-verdade-de-sp.html

Coronéis da Aeronáutica são condenados por desviar R$ 2 milhões

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Condenados em segunda instância, militares lideravam esquema que fraudou aquisição de material de informática para quartel

Rio – O Superior Tribunal Militar (STM) condenou, nesta quinta-feira, dois coronéis da Aeronáutica e outras duas pessoas por esquema de licitação fraudulento que desviou quase R$ 2 milhões de quartel no Rio. O esquema promovido pelos militares funcionava na Diretoria de Engenharia da Aeronáutica (DIRENG), sediada na Ilha do Governador, Zona Norte. Além dos militares, um empresário e um vendedor de uma loja de informática foram presos.
Segundo o Ministério Público Militar (MPM), os réus militares montaram o esquema em que forjaram um processo licitatório para aquisição de materiais de informática e pagaram, sem o poder público receber qualquer material, R$ 1.974.067,00 aos donos da empresa. Para dar credibilidade a documentos, os superiores pediram que militares subordinados, principalmente sargentos, assinassem termos de recebimento de material de forma fictícia.

Defesa

Em juízo, a defesa de um dos réus informou que, em 2006 e 2007, a Diretoria de Engenharia da Aeronáutica tinha previsão de receber verbas da ordem de R$ 82 milhões de reais. Mas, por conta de restrições orçamentárias do governo federal, apenas R$ 81 mil foram repassados ao quartel, valores que deveriam ser gastos com material de informática, a exemplo de aquisições de impressoras e material de expediente. Sem dinheiro para custear as despesas, segundo a defesa, os materiais eram solicitados antecipadamente à empresa de informática, apenas na base da confiança — o popular fiado – e “vales” (promissórias) eram assinados, como garantias de crédito a receber.
Ainda de acordo com a defesa de um dos coronéis, a licitação foi feita para “regularizar” as práticas administrativas e a regularidade contábil. O vendedor alegou em juízo que o material comprado não tinha sido todo entregue ao mesmo tempo e que, de acordo com a necessidade, emitia um documento, uma autorização de fornecimento.
Disse ainda que o quartel mandava buscar o produto na empresa, informando que o empenho estava em processamento: “(…) era como se estivesse antecipando o material, acreditando que posteriormente seria empenhado, já que possuía a ferramenta para isso, ou seja, a ata de registro de preço (…) o procedimento de adiantar o material foi feito somente com a DIRENG, porque ele era possuidor de uma garantia, que era a autorização, de que iria receber o valor correspondente (…) as ordens de compras funcionavam como uma promissória, que eram devolvidas após o Empenho no valor”, afirmou o vendedor, em juízo.
Um dos coronéis da FAB acusados na ação penal disse, também em depoimento, que a Comissão Interna para o recebimento do material foi estabelecida pelo escalão superior da Aeronáutica e que os membros dessa mesma Comissão assinaram o termo de recebimento sem conferir. “Era para um acerto contábil, haja vista materiais que vinham sendo entregues nos exercícios de 2006 e 2007”.
O oficial disse também que o tenente e sargento assinaram o termo de recebimento na sala dele, e o terceiro membro da Comissão assinou o termo de recebimento na sala do chefe de gabinete.

Segunda instância

Nesta quinta-feira, o ministro relator, Cleonilson Nicácio Silva, mudou o entendimento da primeira instância e condenou os dois coronéis e os dois civis acusados, dentre eles os empresários, na ação penal militar por estelionato, previsto no artigo 251 do Código Penal Militar.
Para o ministro relator, embora os réus tenham negado o crime investigado, confirmaram em seus depoimentos colhidos em juízo que os materiais de informática não foram entregues na Unidade Militar na data consignada no Termo de Recebimento Definitivo de Material.

Fonte
http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2017-09-29/coroneis-da-aeronautica-sao-condenados-por-desviarem-quase-r-2-milhoes.html

Coronel do Exército e mais 6 militares são condenados por desvio de dinheiro público

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Condenação se deu em julgamento do Superior Tribunal Militar. O coronel era o chefe Seção Técnica do 8º Batalhão de Engenharia de Construção em 1999.

O Superior Tribunal Militar (STM) condenou, nesta terça-feira (19), sete pessoas envolvidas em um esquema de desvio de dinheiro público em obras sob a responsabilidade do 8º Batalhão de Engenharia  de Construção (8º BEC), quartel do Exército sediado em Santarém (PA).

Os acusados foram condenados pelo crime de peculato, com penas variando de três a cinco anos de reclusão. As fraudes resultaram em um desvio de mais de R$ 4 milhões, com a participação de coronéis e outros oficiais do Exército, além de civis, dentre eles, empresários.

Inicialmente os fatos faziam parte de um único processo, envolvendo 15 pessoas, e que posteriormente foi desmembrado em quatro ações penais. Um coronel do Exército, que era o comandante do 8º BEC, também foi denunciado pelo Ministério Público Militar (MPM), mas teve extinta a punibilidade em razão do seu falecimento no decorrer do processo.

Um dos processos foi instaurado para apurar irregularidades nas obras de restauração e ampliação da pista de pouso do Aeroporto de Tefé (AM), decorrente de convênio com a Aeronáutica. Na primeira instância da Justiça Militar da União, os fatos apurados resultaram na condenação de seis acusados pela prática do crime de peculato, em 2015.

Uma outra ação, tratando da construção de infraestrutura da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, em Tefé (AM), resultou na absolvição dos acusados, por falta de provas. Também está em fase de recurso no STM uma quarta ação penal militar, que teve duas condenações na primeira instância, por 4 anos de reclusão, pelo crirme de peculato, envolvendo a construção de 16 Próprios Nacionais Residenciais (PNR), residências oficiais para subtenentes e sargentos do Exército Brasileiro da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, também em Tefé (AM).

Nesta terça-feira (19), os ministros do Superor Tribunal Militar apreciaram um dos recursos, contra a condenação de sete réus e que trata de irregularidades na execução das obras da rodovia federal BR-163, no estado do Pará, decorrente de convênio com o extinto Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER).

Obras na BR-163

No ano de 1999, o Exército Brasileiro firmou convênio com o DNER para a realização de obras na BR-163, que liga as cidades de Santarém (PA) e Cuiabá (MT).

Ao 8º Batalhão de Engenharia de Construção (8º BEC) coube a execução das obras. Para realizar o serviço, o batalhão fez a contratação das empresas dos réus civis que responderam à ação penal militar.

Ao constatar irregularidades na execução das obras, o Ministério Público Militar indentificou que diversos serviços não teriam sido concluídos pelas empresas contratadas, mas sim pelo Exército Brasileiro, diretamente. Além disso, os valores acordados teriam sido integralmente pagos aos acusados civis.

Ainda de acordo com o órgão de acusação, essa conduta delituosa foi uma decorrência de ação criminosa do coronel, que era o chefe Seção Técnica do 8º Batalhão de Engenharia de Construção. De acordo com a denúncia, a acusado, à época dos acontecimentos, tinha a função de fiscal do contrato referente à BR-163.

Entre outras coisas, ele era acusado de ter consignado a realização de serviços que não teriam sido concluídos pelas empresas de propriedade dos corréus civis, com a anuência de um tenente do 8º BEC, que teria liquidado os montantes de forma fraudulenta, em desrespeito à legislação, e de um ex-tenente também processado na ação penal.

Ao todo, o coronel foi condenado por ter infringido a lei em quatro dos contratos em andamento para a realização do serviço. Um dos exemplos foi o trabalho de escavação e carga de material para o local das obras, que teve o pagamento autorizado pelo oficial sem que houvesse sido concluído: do total de 75 mil m³ empenhados, apenas foram executados 18.126,38 m³.

Em outra ocorrência referente ao serviço de base estabilizadora com areia, no valor de R$ 266 mil, foi pago à empresa cerca de 87% do montante, sendo que a contratada apenas havia realizado cerca de 12,65% do total exigido. Denunciados à Justiça Militar federal, os réus foram condenados na Auditoria de Belém (1ª instância), mas decidiram recorrer da decisão ao STM.

Recurso ao STM

Ao entrar com recurso no STM, a defesa do coronel – condenado a 4 anos de reclusão e que era chefe da Seção Técnica do Batalhão – alegou, entre outras coisas, a ausência de provas sobre o cometimento do crime.

No entanto, o relator do processo, ministro Cleonilson Nicácio Silva, afirmou que nos autos havia duas perícias técnicas de engenharia, realizadas no ano de 2001, em desfavor do réu. O magistrado rebateu a tese de atipicidade da conduta, por supostamente não existirem elementos característicos do delito de peculato na conduta do acusado, como arguido pela defesa.

Para o ministro, o crime de peculato possui duas “condutas nucleares”: apropriar-se ou desviar. No caso concreto, confirmou-se a segunda hipótese: “o acusado não inverteu o título da posse, agindo como se dono fosse, mas, ao revés, propiciou o desvio dos valores de propriedade do Exército”.

No caso presente, disse o ministro Cleonilson Nicácio, o desvio dos valores de propriedade da Força Terrestre concretizou-se a partir das medições ilícitas efetuadas pelo réu, atestando a execução das das obras não realizadas pelas empresas contratadas.”

A defesa do ex-tenente – condenado a 5 anos de reclusão – sustentou a ausência do elemento subjetivo do tipo penal na conduta do réu, pois declarou que ele teria agido de boa-fé ao confiar nos papéis que lhe eram repassados.

O relator afirmou que o militar efetuou a liquidação de despesas de onze notas fiscais sem qualquer documento de medição que comprovasse a conclusão dos serviços e acrescentou que ele havia confessado, em juízo, que liquidava as despesas antes da conclusão das obras.

O ex-militar também foi condenado no processo sobre as obras na pista de pouso do Aeroporto de Tefé (AM) e entrou com recurso no STM contra sua condenação em outra ação, a 4 anos de reclusão, referente à construção de 16 Próprios Nacionais Residenciais.

Baseado no voto do relator, os ministros do STM decidiram, por unanimidade, descartar os argumentos apresentados pela defesa do coronel, do ex-tenente e das outras cinco pessoas ligadas às empresas contratadas, confirmando integralmente a sentença de primeiro grau.

Os civis foram condenados por obterem vantagem patrimonial ilícita em prejuízo da Administração Militar e foram condenadas a penas que variam de 3 a 5 anos.

A sessão de julgamento foi transmitida, ao vivo, pela internet. Assista 

Processo Relacionado

SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
APELAÇÃO Nº 59-32.2012.7.08.0008/PA

Fonte

https://g1.globo.com/pa/santarem-regiao/noticia/tribunal-militar-condena-coronel-do-exercito-e-mais-seis-por-desvio-de-dinheiro-publico-em-obra-da-br-163.ghtml?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

Após Demitir Dallagnol e seus Meninos, Dodge Quer Investigar Janot

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A equipe de Raquel Dodge, que assume hoje a Procuradoria-Geral da República, foi orientada a marcar todos os acessos a informações sigilosas, anotando datas e horários. O cuidado é para ter como se defender de eventuais acusações de vazamentos após a sua posse. O clima de desconfiança entre os grupos de Dodge e de Janot permeou a troca de bastão na procuradoria e os movimentos indicam que vai continuar. No discurso de cerca de 10 minutos que ela promete fazer hoje, foi estimulada a propor um resgate da confiança no Ministério Público.
Vem que tem. Interlocutores de Dodge dizem ser um caminho natural a abertura de investigação interna para apurar a conduta de seu antecessor diante das polêmicas que marcaram a saída de Janot do cargo.

Fonte
http://clickpolitica.com.br/brasil/apos-mandar-demitir-dallagnol-e-equipe-de-meninos-da-lava-jato-dodge-quer-investigar-janot/

Janaína Paschoal é reprovada em concurso para professora da USP

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A advogada, conhecida pela participação no impeachment, parabenizou os concorrentes e disse: ‘apesar da reprovação não vou recorrer’

Depois de ficar famosa por sua atuação no processo que levou ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a advogada Janaína Paschoal sofreu um revés. Ficou em último lugar em um concurso para ser professora titular da Faculdade de Direito, em banca encerrada nesta sexta-feira (16). Com isso, foi reprovada para a vaga à qual concorria para dar aulas.
Janaína Paschoal continua sendo professora associada da Universidade. A tese defendida por ela foi sobre direito e religião. “Amados, acabo de ganhar em último o concurso para titularidade na Faculdade de Direito”, comunicou a advogada no Twitter.
Janaína Paschoal disse que não vai tentar reverter a decisão. “Como disse, durante o concurso, apesar da reprovação, não vou recorrer. A banca estabelece seus critérios e é soberana”, afirmou. Apesar de não ter conseguido sucesso entre os integrantes da banca, a advogada afirmou que pretende publicar um livro com a tese e vai disponibilizar o texto na versão virtual.

Desclassificada

A notícia da desclassificação de Janaína foi publicada pela colunista Mônica Bérgamo, que informou que duas vagas eram disputadas. Uma delas era a do também protagonista do impeachment, Miguel Reale Junior, e a outra de Vicente Greco Filho. Os dois se aposentaram.
As notas da advogada do impeachment ficaram entre 6.4 e 7.2, segundo a colunista, sendo que o primeiro colocado teve de 9.3 a 7.2 pontos. “Parabenizo os colegas que foram aprovados e agradeço o carinho de todas as pessoas que me telefonaram, enviaram mensagens, compareceram”, registrou.

Fonte
http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2017/09/16/interna_politica,901096/janaina-paschoal-reprovada-em-concurso-para-professora-titular-da-usp.shtml

“Não admito juiz em filme com tapete vermelho e postando vídeos na internet”, diz ministro do STJ

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O Ministério Público e a polícia usam a imprensa com o intuito claro de criar pano de fundo favorável à acusação em processos e para defender projetos de lei absurdamente imorais, aproveitando-se da sanha acusatória que toma conta do país. Com isso, qualquer um que discorde dos órgãos de acusação é tachado como inimigo, cúmplice de bandido e favorável à corrupção.

A constatação é do ministro Sebastião Reis, do Superior Tribunal de Justiça, que fez duras críticas à omissão das instituições em relação ao que classifica como “vazamentos seletivos” de processos. “Vejo o Ministério Público, que prega e defende a tolerância zero, silenciando quando procedimento sigiloso é tornado público”, afirma.

Em palestra organizada pelo Instituto Victor Nunes Leal, ele afirmou que há um silêncio “assustador” em órgãos que deveriam protestar contra essa atuação, mas se calam e, pior, muitas vezes aplaudem e incentivam esse tipo de procedimento. “Vejo a Ordem dos Advogados do Brasil se calando e em várias oportunidades pedindo que documentos ocultos sejam tornados públicos”, discursou, aplaudido por todos os presentes, entre eles, os ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal Cezar Peluso, Ayres Britto e Sepúlveda Pertence.

Ele lamentou que esse tipo de prática também esteja presente no Judiciário e citou casos em que tornam público um documento porque ele já foi divulgado de forma informal. “É um contrassenso, pois dizem que não adianta preservar como oculto algo que já foi noticiado, mas nenhuma atitude é tomada em relação ao vazamento, [nem para investigar] quem é o responsável ou, ao menos, medidas para complicar, controlar esse tipo de situação”, observou.

A omissão das instituições, apontou, levou o Brasil a uma situação absurda, onde as pessoas precisam ter coragem para defender o que acham justo. A presunção de inocência, segundo ele, acabou. E um dos motivos disso é uso indevido da mídia por instituições. “Quem é exposto na imprensa, independente se de maneira justa ou injusta, do dia para noite está condenado”, lamentou.

Ele acredita que a internet piorou esse quadro: “Os sites nunca mais vão apagar qualquer tipo de investigação que houve contra você. Se digitar o nome da pessoa, vai aparecer. E eventuais desmentidos, conclusões negativas em processo, são divulgadas de forma fria, gélida até a contragosto, sem ocupar o mesmo espaço da ocasião da acusação.”

É estranho um país onde se lê reportagens sobre a aprovação pública dos ministros da corte constitucional, afirmou. Para Reis, isso é prejudicial para o devido processo legal, porque parece que o juiz deve decidir pensando no que a população vai achar da decisão, na repercussão positiva, em vez de exercer a função com consciência e decidir de acordo com o que entende.

Magistrados no tapete vermelho

O ministro, que compõe a 6ª Turma do STJ, responsável por processos criminais, se disse chocado com uma cena que viu no STF recentemente, onde repórteres faziam fila na porta da assessoria para obter informações sobre “alguma dessas famosas lista”.

“Conversando com advogados, eles diziam que não haviam tido acesso e a única forma para conseguir aquilo era pedindo a um repórter, porque no tribunal não era possível. É nesse mundo que vivemos. Essa situação que poucas vozes ousam questionar e quem o faz certamente será massacrado, tachado de bandido”, frisou.

Hoje em dia, não é mais necessário ter coragem para prender alguém, mas para absolver um inocente, criticou. Ao lembrar de seu pai, Sebastião Reis, um dos 70 primeiros juízes federais do país, ele disse que os tempos atuais “são loucos”. “Não estamos mais no tempo dele, quando juízes falavam nos autos e evitavam maior contato com a imprensa”, afirmou.

Reis reconhece que há a necessidade de o magistrado se comunicar com a imprensa, participar de eventos, mas afirmou que é preciso fazê-lo com responsabilidade. “Não posso admitir e concordar com juiz emitindo nota para a imprensa, vídeos na internet, filme com tapete vermelho, dando entrevista para falar não de casos que poderá vir a apreciar, mas de casos que já está examinando naquele momento”, criticou.

E, nesse contexto, há situações em que o magistrado se vê obrigado a “ser parceiro da imprensa” para ter apoio e não ser objeto de critica. “Assim, o juiz começa a decidir de acordo com o que o povo quer ouvir, no que a imprensa quer ouvir, naquilo, vamos dizer, chamado de politicamente correto, mesmo que não seja o que está imposto na lei, não reflita o que está no processo”, pontuou.

Fonte

http://www.conjur.com.br/2017-set-15/mp-usa-midia-forcar-condenacoes-leis-imorais-ministro

“Não posso admitir juiz em filme com tapete vermelho, emitindo nota para imprensa…”, diz ministro do STJ

Palhaço Bozo derrota Moro no cinema

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Bozo “derrota” Moro e vai disputar Oscar pelo Brasil. A chamada é do blog Gazeta do Povo, de Curitiba

Não é para menos tal lamúria do ex-jornalão, pois o filme que retrata o “heroísmo” da lava jato — “Polícia Federal – A Lei É para Todos” — é um retumbante fracasso de crítica e de público.
O filme que representará o Brasil na disputa pelo Oscar de melhor produção estrangeira será Bingo – O Rei das Manhãs, longa estrelado por Vladimir Brichta e dirigido por Daniel Rezende. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (15), na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. A produção derrotou “Polícia Federal – A Lei É para Todos”, obra inspirada na operação Lava Jato.
Bingo foi escolhido entre 23 inscritos. A seleção foi realizada sob coordenação da Academia Brasileira de Cinema.
O filme estreou em 24 de agosto nos cinemas.
Os finalistas da premiação de melhor filme estrangeiro serão conhecidos em 23 de janeiro de 2018. A entrega do Oscar será em 4 de março.

Veja a lista completa de filmes brasileiros que também tentaram uma vaga para concorrer ao Oscar:
“A Família Dionti” (Alan Minas)
“A Glória e a graça” (Flávio Ramos Tambellini)
“Café – Um dedo de prosa” (Maurício Squarisi)
“Cidades fantasmas” (Tyrell Spencer)
“Como nossos pais” (Laís Bodanzky)
“Corpo elétrico” (Marcelo Caetano)
“Divinas divas” (Leandra Leal)
“Elis” (Hugo Prata)
“Era o hotel Cambridge” (Eliane Caffé)
“Fala comigo” (Felipe Sholl)
“Gabriel e a montanha” (Fellipe Barbosa)
“História antes da história” (Wilson Lazaretti)
“Joaquim” (Marcelo Gomes)
“João, o maestro” (Mauro Lima)
“La vingança” (Fernando Fraiha e Jiddu Pinheiro)
“Malasartes e o duelo com a morte” (Paulo Morelli)
“O filme da minha vida” (Selton Mello)
“Polícia Federal – A Lei é para todos” (Marcelo Antunez)
“Por trás do céu” (Caio Sóh)
“Quem é Primavera das Neves” (Ana Luiza Azevedo, Jorge Furtado)
‘Real – O plano por trás da história” (Rodrigo Bittencourt)
“Vazante (Daniela Thomas)

Fonte:

Veja essa: Palhaço “derrota” Moro na disputa do Oscar pelo Brasil

https://www.conversaafiada.com.br/cultura/palhaco-bozo-derrota-moro

Bolsonaro promete levar o Mar até Minas Gerais

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Bolsonaro disparou mais uma de suas pérolas: prometeu abrir em Minas Gerais uma “saída para o mar”; “Nós vamos explorar as nossas riquezas, quem sabe até abrindo uma saída para o mar para Minas Gerais”, afirmou em um palanque improvisado por seus seguidores logo na saída do aeroporto de Confins; “Se matar preciso for, que mate (…) Se o estado bota uma arma na cintura de vocês, ou um fuzil no peito, é para usar”

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) prometeu aos mineiros que vai abrir uma saída do estado para o mar. A promessa foi feita em cima de um trio elétrico, do lado de fora do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (Região Metropolitana de Belo Horizonte).
“Vamos explorar nossas riquezas, quem sabe até abrindo uma saída pro mar para Minas Gerais. Nós vamos satisfazer o desejo do mar de ganhar Minas, podem ter certeza disso”, afirmou o pré-candidato a presidente em discurso feito para simpatizantes que o aguardavam no aeroporto na manhã de hoje.

Fonte:

https://www.brasil247.com/pt/247/minas247/317286/Em-Minas-Bolsonaro-diz-que-vai-criar-uma-sa%C3%ADda-para-o-mar-no-estado.htm

http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2017/09/14/interna_politica,900614/bolsonaro-promete-aos-mineiros-saida-para-o-mar.shtml

Investimento público e construção civil despencam ao menor patamar em 10 anos

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Os investimentos públicos estão no menor patamar dos últimos dez anos, o que pune principalmente o setor da construção civil e contribui para puxar o PIB (Produto Interno Bruto) para baixo.
Em meio ao forte esforço para reduzir despesas e cumprir a meta fiscal, os investimentos do governo federal nos primeiros sete meses do ano somaram R$ 16,3 bilhões, quase R$ 10 bilhões a menos do que o mesmo período de 2016 e o menor valor desde 2008, quando começa a série disponibilizada à Folha pelo Tesouro Nacional, com dados corrigidos pela inflação.
Nesse grupo estão incluídas obras públicas e compra de novas instalações para órgãos do governo, além de material de uso permanente, como computadores.
Os investimentos são os candidatos naturais a corte em tempos de ajuste, uma vez que mais de 90% das despesas públicas obedecem a regras de desembolso e não podem ser reduzidas sem mudar a legislação. Por outro lado, são um importante fator de estímulo à economia.
Manoel Pires, economista da FGV e ex-secretário de Política Econômica do governo Dilma Rousseff, afirma que cortar investimentos tem forte impacto na atividade, superior à redução de despesas com funcionalismo ou com subsídios, por exemplo.

INVESTIMENTOS E INVERSÕES FINANCEIRAS ENTRE JAN E JUL – Em R$milhões

“Quando se aumentam os subsídios, o efeito sobre a atividade é marginal. No caso de despesas com pessoal, é de 0,6 a 0,7 [ponto percentual] no PIB. Para investimentos, isso sobe para 1,4 a 1,6 [ponto percentual]”, afirma.
Em outras palavras, a cada R$ 1 gasto pelo governo com investimentos, o PIB aumenta R$ 1,60. Se há corte, o impacto é oposto.
Para Fabio Klein, da consultoria Tendências, sem a reforma da Previdência ou a redução de subsídios —este último também só pode ser mudado por decisão do Congresso Nacional—, não é possível fazer outro tipo de ajuste.
“[O corte dos] investimentos são quase a única solução para cumprir a meta. A economia está sendo feita evitando um gasto bom”, disse.
Apesar dos efeito adverso na atividade, Klein afirma que o ajuste é indispensável para a recuperação da economia, uma vez que indica que a evolução das despesas no futuro é sustentável e compatível com as receitas públicas.

CONSTRUÇÃO CÍVIL

Observando os investimentos no detalhe, é possível verificar que são as obras os principais alvos de corte.
Levantamento do Tesouro mostra que os gastos com investimentos caíram 13% desde o fim de 2013, ano anterior ao do início da recessão. Mas as despesas com obras, conservação de estradas e Minha Casa, Minha Vida despencaram 40% no período.
Em julho (somando as despesas dos últimos 12 meses), esses gastos somaram R$ 19 bilhões, ante os R$ 32 bilhões despendidos em 2013.
Segundo a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), as contratações do Minha Casa, Minha Vida caíram a menos da metade de 2013 a 2016. Em 2013, foram 940 mil unidades, ante 385 mil no fim de 2016.
Além disso, o governo encolheu as despesas com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
“O governo disse que iria retomar 1.600 obras que estavam paradas, dentro de um universo ainda maior [de investimentos atrasados]. Mas, do jeito que cortaram despesas, não devem chegar nem a essa marca”, disse José Carlos Martins, da CBIC.
Com dificuldades de caixa, o governo já sinalizou que o PAC poderá ser reduzido ainda mais em 2018, caso não consiga cortar despesas obrigatórias com as reformas.
A contração nos gastos públicos, aliada à crise do setor imobiliário, fez a construção civil encolher ao patamar de seis anos atrás, em 2009, ano em que o país sofria os efeitos da crise financeira global.
Desde o início da recessão, no segundo trimestre de 2014, a atividade encolheu 21%, segundo dados do IBGE.
A construção e sua cadeia de materiais respondem por cerca de 10% do PIB, calcula a CBIC. E sua debilidade está empurrando os investimentos no setor e a indústria para o vermelho.
Presidente do Sinduscon-SP (sindicato da construção), José Romeu Ferraz Neto ressalta que, além da contração das obras públicas em razão do ajuste fiscal do governo, o setor também patina, digerindo o excesso de oferta de habitações dos últimos anos.
Economistas do governo falam que o segmento imobiliário produziu uma bolha, com a liberação de empréstimos para pessoas com menor capacidade de endividamento, o que levou a uma sobrevalorização dos imóveis.
Ferraz não concorda e atribui o excesso de oferta à perda de renda da população, além da alta da inflação e dos juros nos últimos anos.
Segundo projeções da CBIC, a construção civil como um todo (inclusive infraestrutura) fechará 2017 com uma retração de 3,5%, no quarto ano consecutivo de queda.
Presidente da entidade, José Carlos Martins diz que os recursos cativos da habitação também minguaram, o que retirou verba da construção.
Em seus cálculos, os recursos vindos dos depósitos da poupança —65% são carimbados para o financiamento imobiliário— encolheram de R$ 120 bilhões em 2014 para uma projeção de R$ 40 bilhões neste ano. “Os depósitos voltaram a se recuperar nos últimos meses, mas estamos a séculos da situação que tínhamos no passado.”
Uma das medidas listadas pelo setor para ajudar na recuperação é a legislação para regular a desistência na compra de imóveis, os distratos. A crise econômica levou muitos consumidores a desistir da compra, o que drenou a capacidade de investimento das construtoras.
A Secretaria de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça finalizou uma medida provisória para regularizar os distratos, mas o texto está parado na Casa Civil.
O secretário de Defesa do Consumidor, Arthur Rollo, diz que, pela proposta, consumidores pagarão mais se desistirem do negócio (até 50% do valor pago, limitado a 10% do valor do imóvel), mas as construtoras terão que permitir a desistência, com ressarcimento integral, se ela ocorrer em até sete dias.

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Fone:
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/09/1917134-construcao-encolhe-21-durante-a-crise-e-volta-ao-patamar-de-2009.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/09/1917123-investimento-publico-despenca-para-o-menor-patamar-em-10-anos-e-afeta-pib.shtml
http://arte.folha.uol.com.br/graficos/RvDje/?w=620&h=455