Mês: março 2018

Quem vai a bares de madrugada é corno ou delinquente, diz vereador

Presidente da Câmara, Anselmo Pereira (PSDB), admite ter dito frase polêmica Goiânia Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, vereador Anselmo Pereira (PSDB) afirmou durante uma audiência pública que “quem frequenta bares de madrugada é corno ou deliquente”. A reunião debatia um projeto de lei que pretende reduzir o horário de funcionamento de bares e restaurantes da capital. Pereira confirmou a frase, mas informou em nota ao G1 que ela foi “retirada de seu contexto”. A fala repercutiu nas redes sociais.
No comunicado, enviado pela Diretoria de Comunicação da Câmara Municipal de Goiânia, o vereador informa que estava em uma “discussão pessoal e acalorada” e que a mesma “não representa o todo do seu pensamento”.
Ainda conforme o texto, “Anselmo também pede desculpas a todos que se sentiram ofendidos pela frase, mais uma vez, descolada de seu contexto e explica que a maior preocupação sempre foi a segurança de todos os cidadãos”.
Repercussão
De acordo com informações do site da câmara, a audiência pública aconteceu no dia 16 de março. No entanto, nos últimos dias postagens têm repercutido nas redes sociais criticando as declarações feitas por Anselmo Pereira. Em uma das publicações, um advogado disse “este ambiente social [bar] não tem o condão de macular minha idoneidade moral ou a de ninguém”.
Outro usuário também criticou a fala e o projeto. “Essa lei é um retrocesso, estamos caminhando rumo ao militarismo com horário imposto para nos encontrarmos com nossos amigos e beber, comer e conversar”.
Proposta
Elaborado pelo vereador Paulo da Farmácia (PROS), o projeto de lei propõe que durante os dias de semana os bares e restaurantes de Goiânia fiquem abertos somente até as 23h30. Já aos sábados, domingos e vésperas de feriados, o horário máximo proposto é até a meia-noite.
De acordo com o Paulo da Farmácia, o objetivo da medida é reduzir as altas taxas de criminalidade, que já colocaram Goiânia como uma das cidades mais violentas do mundo. “Uma hora a menos de funcionamento dos bares, comprovadamente, reduziu em 16% o índice de violência nas capitais em que já foi implantada essa lei”, afirmou o parlamentar.
Paulo da Farmácia explica que a medida não atingiria boates e casas de shows. Além disso, ele ressaltou que está aberto ao diálogo para discutir sobre os melhores horários para fechamento dos bares, restaurantes e demais estabelecimentos, como lanchonetes e lojas de conveniência.

FONTE:
http://g1.globo.com/goias/noticia/2016/03/vereador-diz-que-quem-vai-bares-de-madrugada-e-corno-ou-delinquente.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1

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Além de Marielle, desembargadora ofendeu portadores da Síndrome de Down

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A memória de Marielle Franco não foi a única vítima da desembargadora Marília Castro Neves. Além de mentir sobre a vereadora fuzilada, vinculando-a a criminosos, a magistrada do Tribunal de Justiça do Rio difundiu nas redes sociais mensagem preconceituosa contra os portadores da Síndrome de Down. (leia abaixo)

Em ”carta aberta” divulgada nesta segunda-feira, a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down repudiou a manifestação da juíza: “A FBASD considera que mensagem carregada de preconceito ofende, definitivamente, os ditames impostos aos juízes por seu Código de Ética. Textos dessa natureza claramente denigrem a magistratura e, assim, devem ser rigorosamente apurados pelos órgãos competentes, tais quais a Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e o Conselho Nacional de Justiça. (leia a íntegra da nota aqui.)

A entidade divulgou também uma carta que a professora Debora Seabra escreveu para a desembargadora. O texto vai reproduzido abaixo:

Recado para a Juíza Marília.

” Não quero bater boca com você!
Só quero dizer que tenho síndrome de Down e sou professora auxiliar de crianças de uma escola de Natal/RN.
Trabalho à tarde, todos os dias, com a minha equipe que tem uma professora titular e outra auxiliar. Eu ensino muitas coisas às crianças. A principal é que elas sejam educadas, tenham respeito às outras. Aceitem as diferenças de cada uma. Ajudem a quem precisa mais.
Eu estudo o planejamento, eu participo das reuniões, eu dou opiniões, eu conto história para as crianças, eu ajudo nas atividades, eu vou para o parque com elas.
Acompanho as crianças nas aulas de inglês, música, educação física e mais um monte de coisas.
O que eu acho mais importante de tudo isso é ensinar a incluir as crianças e todo mundo pra acabar com o preconceito porque é crime.
Quem discrimina é criminoso! – Débora Araújo Seabra de Moura.”

Veja abaixo o comentário que a desembargadora Marília Castro Neves havia postado no Facebook a respeito de Marielle Franco, a vereadora do PSOL que foi executada na semana passada, junto com o motorista Anderson Gomes:

Segundo a desembargadora, ela teria sido executada por ter descumprido compromissos com o CV. “Qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”.

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FONTE:

https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/03/19/desembargadora-ofendeu-portadores-de-sindrome-de-domn-nas-redes-sociais/?utm_source=facebook.com&utm_medium=social&utm_campaign=fb-noticias&utm_content=geral

https://nossapolitica.net/2018/03/desembargadora-marielle-cv/

PGR investiga Malafaia por lavagem de ‘vultosos recursos’

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Mais de um ano após ter sido indiciado sob suspeita de lavagem de dinheiro na Operação Timóteo, o pastor Silas Malafaia voltou à mira dos investigadores.
Em documento sigiloso obtido pelo GLOBO, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o aprofundamento das investigações contra o religioso, sob o argumento de que existem provas de que Malafaia recebeu “vultosos recursos oriundos de um dos principais investigados” e que há indícios do crime de lavagem.
A manifestação é assinada pelo vice-procurador-geral da República, Luciano Maia, e foi apresentada ao STJ no último dia 10 de janeiro, em resposta a um pedido da defesa de Malafaia, no qual o pastor solicitava que o seu indiciamento fosse anulado e que as investigações contra ele fossem arquivadas.
Malafaia passou a ser investigado na Operação Timóteo depois que a Polícia Federal rastreou um cheque de R$ 100 mil dado ao pastor pelo advogado Jader Pazinato, suspeito de desviar royalties da mineração e pagar propina a agentes públicos. (…) O pastor foi alvo de condução coercitiva na deflagração da operação, em dezembro de 2016. Os investigadores suspeitam que o pagamento pode se tratar de uma operação de lavagem de dinheiro para legalizar recursos de origem criminosa.
A investigação, que começou na primeira instância da Justiça Federal de Brasília, foi remetida para o Superior Tribunal de Justiça em janeiro do ano passado, depois que surgiram suspeitas de que o grupo investigado fez pagamentos a familiares de um conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, Aloísio Chaves, para que ele não criasse problemas na fiscalização dos contratos do grupo criminoso com prefeituras paraenses. Pelo cargo, Aloísio Chaves possui foro privilegiado.
A PGR rebate os argumentos de Malafaia e diz que não é possível arquivar as investigações contra ele, porque sua conduta apresenta indícios de crime de lavagem de dinheiro. Pelo contrário: diz que é necessário aprofundar o inquérito. Para isso, o vice-procurador-geral solicita que seja concluída a análise das buscas e apreensões realizadas em dezembro, que podem elucidar os motivos de Pazinato ter repassado R$ 100 mil ao pastor. O escritório de advocacia de Pazinato foi alvo de buscas na ocasião. (…)
A Polícia Federal e a PGR, porém, têm encontrado dificuldades para dar andamento ao inquérito desde que foi remetido ao STJ. Sob relatoria do ministro Raul Araújo, o caso passou a andar a passos lentos. Em fevereiro, a PGR pediu ao ministro que desmembrasse o inquérito, mantendo no Superior Tribunal de Justiça apenas a linha de apuração dos crimes envolvendo o conselheiro do TCM do Pará. O restante da investigação, que envolve suspeitas de atuação do grupo criminoso junto a prefeituras e junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), seria remetida para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região –incluindo a parte referente a Silas Malafaia. Mais de um ano após o pedido, o ministro Raul Araújo ainda não desmembrou o caso. (…)
Quando foi ouvido pela Polícia Federal em dezembro de 2016, o pastor Silas Malafaia foi questionado sobre seu patrimônio e seus rendimentos, assunto que já causou muita polêmica para o pastor. Em 2013, a revista norte-americana Forbes estimou o patrimônio do pastor em US$ 150 milhões, inserindo-o no ranking dos pastores mais ricos do Brasil. Na época, Malafaia rebateu a revista e disse que seu patrimônio era de R$ 6 milhões.
No depoimento, Malafaia afirmou que possui rendimento mensal de aproximadamente R$ 100 mil, devido às atividades de pastor evangélico, conferencista, escritor de livros religiosos e dono de uma editora de livros gospel. O pastor explicou à PF que os rendimentos não têm um valor exato pois dependem da quantidade de palestras e dos direitos autorais dos livros vendidos. (…)

FONTE:
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/pgr-suspeita-que-malafaia-tenha-lavado-vultosos-recursos-e-quer-aprofundar-investigacao/

Malafaia será investigado por lavagem de dinheiro a pedido da PGR, diz O Globo

“Vou orar pra ela adoecer” diz pastor contra vereadora

Vou orar e ela vai adoecer; diz pastor em defesa do Gideões contra vereadora

Às vésperas de acontecer, a 36º edição do Congresso Gideões Missionários da Última Hora trava uma “briga” contra a Câmara de Vereadores de Camboriú. Isso porquê, a Câmara está apreciando um projeto de lei, que visa fiscalizar e regulamentar o comércio em eventos na cidade. A proposta visa combater os crimes de pirataria comumente praticados por camelôs, e também, proibir que bancas fiquem espalhadas sobre as calçadas, atrapalhando o fluxo de pedestres.  O projeto também propõe evitar o lixo que fica espalhado pelas ruas, entre outros benefícios que contribuem para o perfeito funcionamento do município.  Apresentado pela vereadora Jane Stefen, o projeto de lei N. 003/2017 está tirando o sono da diretoria do Gideões. Apesar de não ter sido citado no projeto, as mudanças propostas pela vereadora atingem os interesses do Gideões, que é claramente comercial. Caso entre em vigor, causará um prejuízo milionário ao evento.  O pastor Hueslen Ricardo Santos, tem tentado impedir que o projeto seja aprovado, e suas frequentes visitas a Câmara, tem causado um certo desconforto aos vereadores. Durante uma  de suas transmissões no Facebook, falando sobre o caso, um pastor identificado como Carlão Costa, disse que iria orar para que os vereadores adoecessem. Ele disse que, conforme sua oração, a vereadora que criou o projeto ficaria doente por quarenta dias.

FONTE:

Vou orar e ela vai adoecer; diz pastor em defesa do Gideões contra vereadora

Direitos Humanos e PM unem forças na assistência de famílias de policiais mortos

Corporação e Comissão de Direitos Humanos vão unir forças para dar amparo aos familiares de policiais assassinados

Começa na próxima semana uma ação conjunta da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro com a Polícia Militar fluminense. O objetivo é unir forças na assistência aos parentes de policiais mortos – só este ano, já são 11 policiais (civis e militares) assassinados. O tema foi debatido na tarde desta segunda-feira (16) numa reunião entre o presidente da comissão, deputado Marcelo Freixo (PSOL) e o comandante-geral da corporação, coronel Wolney Dias.
“A Comissão [de Direitos Humanos] já faz um trabalho com a família de policiais mortos, só que isso nunca foi institucionalizado. Sempre tivemos dificuldade para ter acesso às famílias. Agora, elas [as famílias] serão atendidas pela PM e comissão em parceria”, afirmou Freixo ao G1.
Embora as duas instituições já tivessem serviços de auxílio aos policiais, a institucionalização dessa ajuda é inédita no Rio. O atendimento em conjunto irá contemplar, por exemplo, assistência psicológica, jurídica e social.
“Temos que parar com essa ideia que Direitos Humanos e Segurança Pública são coisas distintas”, afirmou Freixo. Sobre as dez mortes de policiais militares já registradas este ano, Freixo comentou: “São dez PMs mortos esse ano. É um número absurdo. Não se pode naturalizar uma coisa dessas”.
Também na próxima semana, na terça-feira (24), está prevista uma reunião com representantes da Polícia Civil e Defensoria Público do RJ.

FONTE:
https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/alerj-e-pm-farao-trabalho-conjunto-para-atender-parentes-de-policiais-mortos.ghtml