PM atira por engano e deixa jovem paraplégico

Caio Rodriguez, de 24 anos, foi atingido por um tiro efetuado pelo policial militar Alex Lopes Neves na Rodovia do Sol, em Vila Velha, no dia 30 de março de 2019.

O estudante Caio Rodriguez perdeu parte dos movimentos das pernas após ser atingido por um tiro disparado por um policial militar, há pouco mais de um mês. Hoje com 24 anos, não consegue caminhar. Retomou a vida após passar por um sofrimento que mudou sua forma de levar a vida e agora vive em uma cadeira de rodas.

A lesão em duas vértebras de Caio foi diagnosticada após o jovem dar entrada no hospital por ter sido alvo de um tiro nas costas efetuado pelo policial Alex Lopes Neves, de 32 anos, que está preso. No dia 30 de março, Alex passava pela Rodovia do Sol, em Vila Velha, quando Alex chegou de moto ao lado do carro dele e atirou. O motivo seria uma fechada no trânsito.

“Era um dia comum, de sol, com tudo de bom para acontecer. Eu estava indo para Ponta da Fruta, levava os cachorros, iríamos nos divertir, fazer um churrasco, mas acabou saindo tudo diferente”, relembrou Caio.

Alex fugiu do local após atirar em Caio. Quatro dias depois do crime, quando iria apresentar um atestado médico no 4º Batalhão da Polícia Militar, o policial foi preso por membros da Corregedoria da PM. Ele segue detido no Quartel de Maruípe, em Vitória, e está à disposição da Justiça.

O delegado Alan de Andrade disse que, segundo Alex Lopes, o tiro foi disparado pelo policial após uma briga com Caio.

“Após essa fechada, segundo o policial, o Alex seguiu viagem e quando parou em um semáforo começou uma discussão. Um xingou o outro e polícia falou que a vítima disse: ‘Você sabe com quem está falando?’ O PM conta que após falar isso a vítima fez um movimento, dando a entender que pegaria algum objeto debaixo do banco. Nesse momento o PM fez o disparo.”

Caio, por sua vez, nega que tenha iniciado alguma discussão com Alex. Segundo o jovem, ele sequer se recorda de ter fechado alguma moto durante o percurso.

“Não tive discussão nenhuma com ele, em momento nenhum sequer falei com ele. Ele nem se identificou como policial, não falou absolutamente nada comigo. O dever do policial é nos proteger e ele não me protegeu em nada.”

Recuperação

O universitário Caio Rodriguez teve alta do hospital após ficar 12 dias internado. Hoje o jovem tenta se adaptar a nova forma de viver. Ele tem feito fisioterapia e ginástica para fortalecer os membros superiores. Para tentar recuperar os movimentos das pernas, Caio vai buscar ajuda fora do Estado.

“Vou para Brasília fazer tratamento em um hospital de reabilitação e se Deus quiser vou ter a chance de voltar a andar ou me adaptar a esse estilo de vida”, disse.  Enquanto não viaja para Brasília para iniciar o tratamento, Caio vai se recuperando ao lado de familiares e amigos, esperando por justiça e sonhando com futuro melhor.   “As pessoas me deram um apoio muito grande. Até pessoas que eu nem conhecia estão me dando muita força. E espero que ele seja julgado não como policial, mas como cidadão. Ele não agiu como policial de jeito nenhum”, concluiu Caio.

FONTE

https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/2019/05/11/jovem-do-es-baleado-nas-costas-por-pm-tenta-recomecar-apos-ficar-paraplegico.ghtml

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