Categoria: Religião

PGR investiga Malafaia por lavagem de ‘vultosos recursos’

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Mais de um ano após ter sido indiciado sob suspeita de lavagem de dinheiro na Operação Timóteo, o pastor Silas Malafaia voltou à mira dos investigadores.
Em documento sigiloso obtido pelo GLOBO, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o aprofundamento das investigações contra o religioso, sob o argumento de que existem provas de que Malafaia recebeu “vultosos recursos oriundos de um dos principais investigados” e que há indícios do crime de lavagem.
A manifestação é assinada pelo vice-procurador-geral da República, Luciano Maia, e foi apresentada ao STJ no último dia 10 de janeiro, em resposta a um pedido da defesa de Malafaia, no qual o pastor solicitava que o seu indiciamento fosse anulado e que as investigações contra ele fossem arquivadas.
Malafaia passou a ser investigado na Operação Timóteo depois que a Polícia Federal rastreou um cheque de R$ 100 mil dado ao pastor pelo advogado Jader Pazinato, suspeito de desviar royalties da mineração e pagar propina a agentes públicos. (…) O pastor foi alvo de condução coercitiva na deflagração da operação, em dezembro de 2016. Os investigadores suspeitam que o pagamento pode se tratar de uma operação de lavagem de dinheiro para legalizar recursos de origem criminosa.
A investigação, que começou na primeira instância da Justiça Federal de Brasília, foi remetida para o Superior Tribunal de Justiça em janeiro do ano passado, depois que surgiram suspeitas de que o grupo investigado fez pagamentos a familiares de um conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, Aloísio Chaves, para que ele não criasse problemas na fiscalização dos contratos do grupo criminoso com prefeituras paraenses. Pelo cargo, Aloísio Chaves possui foro privilegiado.
A PGR rebate os argumentos de Malafaia e diz que não é possível arquivar as investigações contra ele, porque sua conduta apresenta indícios de crime de lavagem de dinheiro. Pelo contrário: diz que é necessário aprofundar o inquérito. Para isso, o vice-procurador-geral solicita que seja concluída a análise das buscas e apreensões realizadas em dezembro, que podem elucidar os motivos de Pazinato ter repassado R$ 100 mil ao pastor. O escritório de advocacia de Pazinato foi alvo de buscas na ocasião. (…)
A Polícia Federal e a PGR, porém, têm encontrado dificuldades para dar andamento ao inquérito desde que foi remetido ao STJ. Sob relatoria do ministro Raul Araújo, o caso passou a andar a passos lentos. Em fevereiro, a PGR pediu ao ministro que desmembrasse o inquérito, mantendo no Superior Tribunal de Justiça apenas a linha de apuração dos crimes envolvendo o conselheiro do TCM do Pará. O restante da investigação, que envolve suspeitas de atuação do grupo criminoso junto a prefeituras e junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), seria remetida para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região –incluindo a parte referente a Silas Malafaia. Mais de um ano após o pedido, o ministro Raul Araújo ainda não desmembrou o caso. (…)
Quando foi ouvido pela Polícia Federal em dezembro de 2016, o pastor Silas Malafaia foi questionado sobre seu patrimônio e seus rendimentos, assunto que já causou muita polêmica para o pastor. Em 2013, a revista norte-americana Forbes estimou o patrimônio do pastor em US$ 150 milhões, inserindo-o no ranking dos pastores mais ricos do Brasil. Na época, Malafaia rebateu a revista e disse que seu patrimônio era de R$ 6 milhões.
No depoimento, Malafaia afirmou que possui rendimento mensal de aproximadamente R$ 100 mil, devido às atividades de pastor evangélico, conferencista, escritor de livros religiosos e dono de uma editora de livros gospel. O pastor explicou à PF que os rendimentos não têm um valor exato pois dependem da quantidade de palestras e dos direitos autorais dos livros vendidos. (…)

FONTE:
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/pgr-suspeita-que-malafaia-tenha-lavado-vultosos-recursos-e-quer-aprofundar-investigacao/

Malafaia será investigado por lavagem de dinheiro a pedido da PGR, diz O Globo

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“Vou orar pra ela adoecer” diz pastor contra vereadora

Vou orar e ela vai adoecer; diz pastor em defesa do Gideões contra vereadora

Às vésperas de acontecer, a 36º edição do Congresso Gideões Missionários da Última Hora trava uma “briga” contra a Câmara de Vereadores de Camboriú. Isso porquê, a Câmara está apreciando um projeto de lei, que visa fiscalizar e regulamentar o comércio em eventos na cidade. A proposta visa combater os crimes de pirataria comumente praticados por camelôs, e também, proibir que bancas fiquem espalhadas sobre as calçadas, atrapalhando o fluxo de pedestres.  O projeto também propõe evitar o lixo que fica espalhado pelas ruas, entre outros benefícios que contribuem para o perfeito funcionamento do município.  Apresentado pela vereadora Jane Stefen, o projeto de lei N. 003/2017 está tirando o sono da diretoria do Gideões. Apesar de não ter sido citado no projeto, as mudanças propostas pela vereadora atingem os interesses do Gideões, que é claramente comercial. Caso entre em vigor, causará um prejuízo milionário ao evento.  O pastor Hueslen Ricardo Santos, tem tentado impedir que o projeto seja aprovado, e suas frequentes visitas a Câmara, tem causado um certo desconforto aos vereadores. Durante uma  de suas transmissões no Facebook, falando sobre o caso, um pastor identificado como Carlão Costa, disse que iria orar para que os vereadores adoecessem. Ele disse que, conforme sua oração, a vereadora que criou o projeto ficaria doente por quarenta dias.

FONTE:

Vou orar e ela vai adoecer; diz pastor em defesa do Gideões contra vereadora

Delegado evangélico prende um inocente “por causa de uma revelação de Deus”

Silvio Rodrigues ficou preso 40 dias após erro da Polícia Civil em caso de crianças esquartejadas em Novo Hamburgo

Um caso trágico ocorrido em Novo Hamburgo, RS, ilustra à perfeição o estrago que o fundamentalismo evangélico faz no Brasil, muito além da bancada da Bíblia.

O delegado Moacir Fermino, da Polícia Civil, que investigava a morte de duas crianças esquartejadas, afirmou que havia solucionado o crime por causa de uma “revelação de Deus”.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, contou que profetas teriam indicado os caminhos para a investigação, apontando quem ele deveria ouvir. Não por acaso, mandou prender o líder de um templo de umbanda, Silvio Rodrigues.

Rodrigues foi libertado na semana passada, após mais de 40 dias preso sem provas. Ele contou sua história à Rádio Guaíba:

Ainda não havia se passado 12 horas desde que Silvio Rodrigues tinha deixado a prisão, quando ele conversou com a reportagem da Rádio Guaíba expondo sua rotina nos 40 dias em que ficou confinado e como enxerga o erro cometido pela Polícia Civil, que acabou o prendendo erroneamente.

Segundo ele, a busca por respostas acontece até hoje e não sabe quem vai pagar pelos danos causas à sua vida e de sua família.

Há 40 dias, exatamente no dia 27 de dezembro de 2017, Sílvio estava em casa na companhia da família, no templo em que reside/trabalha em Gravataí, quando três carros da Polícia Civil se aproximaram e Moacir Fermino, delegado responsável pela investigação da morte de duas crianças em Novo Hamburgo, afirmou que “era Deus e estava indo prender Satanás”, referindo-se a Rodrigues.

“Por muitas horas fiquei sem entender o que estava acontecendo, quando recebi aquele mandado e ouvia as palavras do delegado dizendo que eu era Satanás. Ninguém me comunicou o motivo da prisão e por qual crime”, lembra.

Já na Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo, Sílvio lembra que viveu os sete dias mais difíceis de seus 44 anos. A falta de higiene da cela onde estava e as poucas informações que recebia, fazia com que ele sentisse como se estivesse entrando em surto psicológico. “Não tenho dúvidas de que psicologicamente estou abalado. Até hoje, 12 horas após ter saído da prisão, é como se não tivesse compreendido ainda tudo que aconteceu e, principalmente, quem vai pagar por todo mal que fez em minha vida e na minha família. Não é de dinheiro que estou falando, é de problemas relacionados principalmente a não ter liberdade nem de sair de cabeça por ameça de morte”, afirma o mestre de magia.

Quando foi encaminhado para o Presídio de Charqueadas, Sílvio começou a ter acesso ao que estava sendo dito sobre o esquartejamento das crianças e sua função no crime. “Eu era chamado de mandante do crime, sendo que eu nunca ouvi falar dessas outras pessoas que foram presas e muito menos das três testemunhas que depois afirmaram estar mentindo. Como ainda não tive acesso ao processo, não consegui saber ainda como que chegaram até meu nome”, esclarece.

O mestre garante ainda que é inadmissível a perseguição religiosa que ainda é feita no Brasil com algumas pessoas. “Como religioso eu perdoo o delegado Fermino, mas não podemos admitir que sejam feitas essas segregações e que erros como esse sejam cometidos simplesmente pelo fato de não aceitar outra crença”, desabafa.

Sílvio Rodrigues entende que o sistema de justiça no Rio Grande do Sul é falho. “Todo mundo foi enganado. A mídia, a população, o Ministério Público, alguns policiais. Isso causa um abalo das estruturas de justiça do nosso Estado. É preciso ter vergonha disso. Sem falar que o assunto foi muito tendencioso e todo mundo comprou essa história e a maneira como ela foi contada. Eu só preciso agora é achar uma forma de respirar”, lamentou.

Sobre a denominação de “bruxo” que foi dada a Silvio, ele esclarece que “somente é bruxo quem faz bruxaria e eu não faço isso. Sou mestre de magia que trabalha uma ramificação da religião africana que é a Umbanda”. Com uma longa trajetória, inclusive internacionalmente, o mestre diz não saber como sua vida será a partir de agora.

“Sou um ser humano, fiz coisas boas durante toda a minha vida, mas quando essa mentira veio à tona nada mais foi lembrado. Virei um criminoso que havia esquartejado duas crianças indefesas e esse pensamento ficou ‘martelando’ na minha cabeça diariamente. Tentei por muitas vezes buscar um norte e tentar pensar que a justiça apareceria, mas a minha vida foi arruinada”, lastima.

Como havia se passado apenas 12 horas desde que deixou o Presídio de Charqueadas, Sílvio garante que não conseguiu conversar com a esposa ainda sobre a possibilidade de mudança de cidade. “É como se eu não tivesse entendido ainda que estou em casa. Os dias que fiquei lá foram terríveis e me fizeram desacreditar de muita coisa. Sofri muito e minha família está sofrendo até hoje. Minha filha volta às aulas e não sei como será o período dela na escola. Preciso primeiro colocar a cabeça no lugar e conseguir enxergar friamente quantos prejuízos essa prisão me causou. Não vai ser fácil limpar o nome, depois de terem destruído ele em tão pouco tempo”, finaliza o mestre.

Sobre o caso

Em 4 de setembro de 2017, duas crianças foram encontradas esquartejadas no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. As partes dos corpos estavam embaladas em sacolas plásticas e em caixas de papelão em um mato às margens da rua Porto das Tranqueiras.

Segundo a perícia, os corpos são de um menino, entre 8 e 9 anos, e de uma menina, entre 10 e 12. As crianças são irmãs apenas por parte de mãe. Há a suspeita de que elas sejam argentinas, provavelmente da região de Corrientes, e tenham sido trocadas por uma caminhonete roubada.

O suposto ritual teria sido encomendado por dois empresários do ramo imobiliário para atrair prosperidade aos negócios. Os homens, de Novo Hamburgo, teriam pago R$ 25 mil à vista para o bruxo realizar o sacrifício. O homem mantinha um templo em Gravataí, onde os rituais seriam realizados. Durante escavações no terreno onde fica a casa, foi localizado um fêmur de um animal.

Uma testemunha disse que viu parte do ritual. Segundo depoimento, ao passar pelo local, ela teria avistado as duas crianças usando capuz. Essa pessoa teria informado ainda à polícia o nome dos sete investigados – seis estavam em um círculo durante o ritual. Depois, confessou durante acareação que mentiu.

Justiça decreta liberdade provisória

A Justiça de Novo Hamburgo concedeu na tarde do último dia 04 a liberdade provisória a sete homens suspeitos de terem matado duas crianças em suposto ritual de magia negra, com propósito patrimonial. O pedido foi formulado pelo Delegado Rogério Baggio, responsável pelo caso e recebeu parecer favorável do Ministério Público.

A decisão da Juíza de Direito Angela Roberta Paps Dumerque, da Vara do Júri da Comarca de Novo Hamburgo, se refere aos cinco homens que estavam presos e aos outros dois foragidos.

“Considerando que as decisões que anteriormente decretaram prisões temporárias e preventivas se basearam na investigação policial apresentada e postulação do delegado de Polícia responsável pela investigação à época e neste momento, com o aprofundamento das investigações, se observa que as novas informações angariadas ao feito possuem o condão de derruir o conjunto probatório até então existente, revogo a prisão preventiva e concedo a liberdade provisória”, considerou a magistrada por meio de nota.

FONTE:
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-um-delegado-evangelico-mandou-prender-um-inocente-por-causa-de-uma-revelacao-de-deus-no-rs/

http://www.radioguaiba.com.br/noticia/estou-tentando-juntar-os-cacos-que-essa-prisao-deixou-na-minha-vida-diz-lider-de-templo/

PM evangélico ameaça umbandistas em Santa Luzia / MG

Tensão em Santa Luzia por divergências religiosas acirram ânimos e deixam praticantes com medo, manifestação no domingo (20) pediu tolerância

Menos de um mês após comunidades religiosas de matrizes africanas denunciarem a O Beltrano as regras impostas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) cerceando as atividades de um terreiro em Santa Luzia, o medo para exercer a umbanda e o candomblé volta a rondar a cidade da região metropolitana de Belo Horizonte.

Neste domingo (21/07), cerca de 250 pessoas saíram pela avenida Brasília, no centro da cidade, em um protesto pacífico chamado “Axé pela democracia, Justiça pela paz”, com tambores e faixas exigindo o fim do preconceito. O ato foi organizado pelo Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (Cenarab), após o último episódio de violência na região, há dez dias, quando um sargento da Polícia Militar, que também é evangélico, invadiu um terreiro armado e ameaçou uma mãe de santo.

O caso aconteceu no último dia 12, sábado, na véspera do Dia dos Pais, no Terreiro de Manzo Ngunzo Kaiango, atualmente localizado no bairro rural de Bonança, em Santa Luzia, e que chegou a ser cotado para receber o título de Patrimônio Imaterial da Humanidade (leia o histórico no fim do texto).

Por volta das 11h, enquanto se preparavam para mais um dia de atividades, os religiosos relataram que foram surpreendido por um policial militar do 35º Batalhão de Santa Luzia, que mora em frente ao terreiro, numa distância de apenas 50 metros.

“Eu estava chegando de carro, tenho uma caminhonete, e ele reclamou que eu tinha levantado poeira na porta da casa dele, porque o chão lá é todo batido de terra e ele mora muito perto. Aí começou a me xingar do nada, dizendo que as coisas iam mudar por ali, que o barulho do terreiro ia acabar. Um horror”, conta um músico, frequentador do terreiro há mais de cinco anos, que preferiu não se identificar. “Ele disse que era policial, anotou a placa do meu carro e, claro, fiquei com medo, porque quem é de religião de matriz africana infelizmente se acostumou com esse tipo de ameaça”, completa.

Depois da primeira ameça, o sargento entrou no terreiro e voltou a ameaçar os religiosos, incluindo a mãe de santo Maria Efigênia da Conceição, de 72 anos, proprietária do terreiro, conforme relato de uma das suas filhas. “O pior para a gente é ele ter ido armado até a casa da minha mãe. E ele chegou a por a mão na cintura enquanto estava lá dentro, falando que do jeito que estava ‘aquela macumbaria’ ele ia ter que começar a ‘derrubar os outros’. Isso assustou a gente, muito mais a minha mãe, que ficou em pânico. Porque ele já tinha dado tiros para o alto em outras ocasiões, quando a gente começava a tocava o tambor. Então, pensamos que ele poderia realmente atirar”, denunciou a filha da mãe de santo, Cássia Cristina da Silva.

O caso foi levado ao tenente-coronel Walter Anselmo, comandante do 35º Batalhão e chefe direto do sargento acusado. Ele recebeu a reportagem na sede do Batalhão, no bairro São Benedito, e confirmou o episódio, mas não soube informar se foi gerado um boletim de ocorrência sobre o caso. O comandante se reuniu com Makota Celinha, diretora do Cenarab, para tratar do caso de violência. Apesar de reconhecer a ação do policial com viés de intolerância religiosa, o comandante Anselmo classifica o episódio como isolado. “Foi um caso pontual, eventual”, disse.

foto: Mídia Ninja

Entretanto, o comandante admite “divergências” religiosas entre o policial militar, que é evangélico, e as atividades do terreiro, iniciadas no bairro Bonança em 2012. “O que temos é um relato de barulho incômodo feito pelo policial. E como o policial é evangélico, aí tem essa divergência. E o policial também tem um filho com deficiência mental e uma esposa com problemas de saúde. Ele, inclusive, que é um policial operacional (de rua), tem carga horária reduzida para cuidar da família. É uma situação complexa porque o policial já morava lá quando o terreiro chegou”, justifica o comandante.

O comandante também informou que garimpou um breve levantamento de ocorrências geradas na Polícia Militar, “possivelmente” desde 2012, envolvendo o terreiro e o sargento acusado das ameaças. “No dia em que conversei com a senhora Makota, fizemos um levantamento de ocorrências, inclusive por parte da comunidade e por parte do policial. Tem reclamações dos dois lados. Me parece que é desde o ano passado, se não me engano. Ou desde que o terreiro foi instalado (em 2012)”, completa o comandante Anselmo.

Após o episódio, os denunciantes pediram para que o sargento fosse transferido do bairro e tivesse o porte de arma suspenso. Mas, o comandante do 35º Batalhão diz que nenhuma das medidas “precisou ser tomada” e que não foi aberta investigação interna para apurar a conduta do militar. “Nós tivemos uma conversa. Conversamos com ele, conversamos com as senhoras do terreiro também. Mas ele continua trabalhando. Apostamos no diálogo”, disse o tenente-coronel.

Diante disso, a rotina o Terreiro de Manzo foi completamente alterada na última semana. “Nossos irmãos estavam se revezando para ficar com minha mãe. Ela viajou também para ficar mais calma depois de tudo isso. Mas não vamos parar de exercer nossa religião. Temos festas e compromissos e vamos fazê-los”, diz outra filha da mãe de santo, Joana D’Arc da Silva

foto: Mídia Ninja

Histórico

O Terreiro de Manzo funciona em Santa Luzia desde o início de 2012, mas o ranço de intolerância religiosa é anterior. Originalmente, o terreiro foi fundado há 20 anos na divisa dos bairros Santa Efigênia e Paraíso, dentro do histórico Quilombo Manzo Nagunzo Kaiango, existente desde os anos 1970, na rua Tiago. A comunidade quilombola, incluindo o terreiro, foram cotados para receber o registro de Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco em 2015, mas até hoje o processo não foi concluído.

Antes disso, porém, a partir de março de 2011, uma série de notificações da Defesa Civil alertou a comunidade para o risco de desabamento de dezenas de casas do quilombo, obrigando 11 famílias a serem transferidas para moradias provisórias no bairro Granja de Freitas, incluindo o Terreiro de Manzo, em outubro do mesmo ano. Apesar das famílias terem retornado à comunidade quilombola em 2012, o Terreiro de Manzo denunciou uma série de violências na sede da casa em que funcionava, impossibilitando o retorno das atividades religiosas ao Santa Efigênia.

“Na época, nós fizemos várias denúncias. Por que quando voltamos, não tinha nenhuma reforma nas casas e não havia sequer água ou luz. Mais grave é que a pate religiosa foi demolida. Derrubaram o camarim, quartos de santo e a nossa cozinha. Tivemos também ações de intolerância religiosa, acredito que não queriam o terreiro de volta ali. Então, minha mãe acabou mudando para Santa Luzia, num terreno que ela já tinha lá, e foi obrigada a realizar as atividades do terreiro na região metropolitana, como faz até hoje. É triste porque já deixamos nosso lugar de origem por intolerância e, agora, mais uma vez a história se repete”, diz Cássia Cristina da Silva, filha da mãe de santo Maria Efigênia da Conceição.

Fonte:

http://www.obeltrano.com.br/portfolio/ameaca-de-pm-evangelico-mobiliza-terreiros-em-santa-luzia/

Igreja Mundial é condenada a indenizar em 100 mil adolescente que trabalhava das 7h às 23h

O caso aconteceu em João Pessoa (PB) e foi considerado como exploração de trabalho infantil

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Um adolescente de 17 anos será indenizado em R$ 100 mil por ter trabalhado nos últimos três anos para a Igreja Mundial do Poder de Deus de João Pessoa, na Paraíba. Segundo o site Paraíba Online, o adolescente fazia tudo na igreja, desde limpar banheiro, organizar o salão, fazer faxina, pregar e ainda arrecadar o dinheiro das ofertas.
O jovem declarou que chegava na igreja às 7h da manhã e encerrava os trabalhos às 23h. Sobrecarregado, ele deixou de estudar, passou a morar na igreja e só podia ver seus pais com autorização do pastor.
Na denúncia o adolescente declarou ainda que era punido quando a arrecadação da igreja não batia a meta estabelecida. “Éramos obrigados a arrecadar um certo valor e se isso não acontecesse éramos reduzidos a voltar à sede, onde começava as punições como arrumar cadeiras de manhã e de noite, fazer faxina, lavar banheiro”, declarou.
Como prova de que era explorado na igreja, o jovem conseguiu gravar um áudio e diante do que ouviu, o Ministério Público do Trabalho da Paraíba identificou o caso como exploração de trabalho infantil.
“Existem outros inquéritos abertos porque a sociedade tem denunciado algumas igrejas e entidades sem fins lucrativos, que tem colocado crianças e adolescentes para ações como vender água no semáforo, espalhar panfletos nas ruas e isso é trabalho proibido por força da Constituição da República”, declarou o procurador do Ministério do Trabalho, Eduardo Varandas, ao dizer que este não é um caso isolado.

FONTE:
http://www.jmnoticia.com.br/2017/08/21/igreja-mundial-e-condenada-indenizar-jovem-que-trabalhava-das-7h-as-23h/

 

Igreja não é comércio e não pode pagar imposto, diz Feliciano

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Grupos de políticos e formadores de opinião desejam taxar as igrejas que pela Constituição são isentas de impostos federais

O deputado federal pastor Marco Feliciano escreveu em seu site um texto defendendo a permanência da isenção de impostos para templos religiosos.
Ao responder um jornalista da Veja, que é a favor do fim da isenção de impostos para igrejas, o parlamentar evangélico mostrou que as igrejas possuem importância para a sociedade e não entregam um bem comercial.
“Só é possível por preço em algo fabricado pelo homem, aquilo que vem do alto é incomensurável”, escreveu. “Quantas vidas são restauradas através da ministração da Palavra de Deus, drogados, prostitutas, criminosos e tantos outros problemáticos encontram refúgio nas portas que nunca se fecham, sacerdotes não marcam cartão de ponto”.
No entendimento do pastor, a isenção é o reconhecimento do Estado ao serviço prestado pelas religiões. “Ficou estabelecido em quase todas as culturas que conhecemos essa isenção como forma de compensar o serviço prestado gratuitamente por pessoas abnegadas que devotam suas vidas aos mais necessitados”.
A Constituição Federal garante a isenção de impostos para templos de todos as religiões, mas há um movimento surgindo na política e entre os formadores de opinião que desejam alterar este direito.
Mas para Feliciano não há razões para taxar igrejas, pois não são estabelecimentos comerciais e, portanto, não devem ser comparada com qualquer outro ente público.

FONTE:
http://gospelatualbr.blogspot.com.br/2017/08/igreja-nao-e-comercio-diz-feliciano.html

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Arcebispo que liderou o “ForaDilma” é expulso da igreja por desvio de dinheiro e pedofilia

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O Vaticano anunciou nesta quarta-feira que o papa Francisco aceitou a renúncia do arcebispo da Paraíba (Brasil), após uma investigação da Santa Sé sobre um escândalo de pedofilia. Dom Aldo esteva à frente da Igreja Católica na região de João Pessoa há 12 anos. Antes, ele foi bispo em Sobral, no interior do Ceará.  O papa “aceitou a renúncia” de Aldo Di Cillo Pagotto, afirma o comunicado divulgado pelo Vaticano, sem revelar mais detalhes.  De acordo com a imprensa italiana, o religioso ítalo-brasileiro de 66 anos é suspeito de ter abrigado em sua diocese padres e seminaristas acusados de abusar sexualmente de menores e expulsos por outros bispos.  Em sua carta de renúncia (confira íntegra), Dom Aldo afirma que cometeu erros “por confiar demais, numa ingênua misericórdia”. “Acolhi padres e seminaristas, no intuito de lhes oferecer novas chances na vida. Entre outros, alguns egressos, posteriormente suspeitos de cometer graves defecções, contrárias à idoneidade exigida no sagrado ministério”, prossegue. Depois do início da investigação do Vaticano, em 2015, Di Cillo Pagotto recebeu a determinação de não ordenar padres ou receber novos seminaristas. Sgundo a imprensa italiana, o caso teria vindo à tona com a carta de denúncia de uma jovem mulher. O papa Francisco decidiu no início de junho pressionar a hierarquia católica a abrir caminho para o afastamento de padres culpados por negligência envolvendo casos de pedofilia dentro da Igreja.  Francisco criou uma instância judiciária para julgar os padres pedófilos e instituiu uma comissão internacional de especialistas encarregados de propor medidas de prevenção desses casos.

FONTE:
http://www.webtvcentral.com.br/noticia.php?not_id=299
http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2016/09/ex-seminarista-da-pb-diz-ter-sofrido-assedio-sexual-de-bispo-dom-aldo.html
http://veja.abril.com.br/brasil/quando-voce-mexe-no-bolso-vem-as-reacoes-diz-bispo-acusado-de-proteger-padres-pedofilos/
http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2016/07/papa-aceita-renuncia-de-dom-aldo-e-anuncia-novo-administrador-para-pb.html
http://desacato.info/arcebispo-que-liderou-o-foradilma-na-paraiba-e-expulso-da-igreja-acusado-de-desvio-de-dinheiro-e-pedofilia/
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/07/1789215-caso-de-arcebispo-e-o-de-mais-alta-patente-entre-escandalos-de-pedofilia.shtml

Dom Aldo recebe a Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida (Foto:  Thiago Leon/Santuário de Aparecida)

Dom Aldo Pagotto, arcebispo da Paraíba, renuncia ao posto

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Igreja em Minas mandava jovens para trabalho escravo nos EUA

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A igreja Ministério Verbo Vivo, em São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, associada a igreja Word of Faith Fellowship, Associação da Palavra da Fé em português, é denunciada por manter integrantes como escravos, é investigada pelo Ministério Público de Minas Gerais desde 2009. Em setembro daquele ano, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) promoveu audiências para ouvir vítimas que denunciaram agressões físicas e psicológicas a membros e estudantes de uma escola mantida pela entidade.

Reportagens da agência de notícias Associated Press denunciaram que a igreja Word of Faith Fellowship, Associação da Palavra da Fé, em português, submeteu 16 brasileiros a trabalho escravo. As histórias vieram à tona em uma investigação sobre a instituição, sediada na Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Em setembro de 2009, vítimas da Igreja Ministério Verbo Vivo denunciaram que sofreram violências dentro da instituição, entre eles cárcere privado e lavagem cerebral. Os vários ex-membros foram ouvidos em audiência pública e reunião secreta pela Comissão de Direitos Humanos da ALMG. À época, a comissão era presidida pelo deputado Durval Ângelo (PT).

Os relatos foram encaminhados para a Polícia Civil, que abriu um inquérito. O resultado das investigações foi encaminhado para a Justiça e, segundo a corporação, não existe mais nenhum procedimento contra a instituição atualmente.

O Ministério Público confirmou a existência de um inquérito civil na Promotoria de Justiça de Igarapé, também na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para investigar a Escola Cristã Verbo Vivo, vinculada à Igreja Verbo Vivo de São Joaquim de Bicas. A investigação está sob sigilo e nenhuma informação divulgada.

Relatos na audiência pública em setembro de 2009

 

Em setembro de 2009, uma das pessoas ouvidas na audiência pública foi um ex-pastor da Igreja Verbo Vivo. À época, ele disse seus dois filhos sofreram lavagem cerebral e que estava sem contato com eles desde janeiro daquele ano.

Ele contou que teve notícias que os dois haviam sido enviados para a sede da igreja nos Estados Unidos, mas outra informação dava conta que eles estavam em São Joaquim de Bicas, morando na casa de um dos membros. Em um telefonema, um dos filhos chegou a dizer que não queria ser mais procurado pela família.

Na audiência pública, de acordo com registros da ALMG, vários ex-alunos da escola contaram sobre maus-tratos sofridos por dirigentes da instituição. Os jovens contaram que a punição a “conduta errada” era chamada de “vara de correção”.

Entre os “pecados” considerados pela instituição estavam andar com as mãos nos bolsos, assistir à televisão, ouvir rádio, frequentar cinema, academia ou clube, beber guaraná porque a cor da bebida se assemelha à cerveja e participar de festas, mesmo em família.

Uma das vítimas ouvidas pelos deputados disse que, diante dos castigos aos quais foi submetida, ainda sofria de incontinência urinária.

Os ex-alunos ainda denunciaram, na audiência, métodos educacionais da escola. Eles disseram que eram proibidos temas como educação sexual, genética e literatura porque, segundo a igreja, “os escritores eram inspirados no demônio”.

De acordo com a ALMG, um pastor da Igreja Verbo Vivo acompanhou a audiência pública, mas foi acusado por presentes de estar anotando o nome dos depoimentos. Ainda segundo a comissão, ele recusou o convite de se manifestar.

FONTE:

http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/filial-de-igreja-suspeita-de-manter-integrantes-como-escravos-e-investigada-em-minas-desde-2009.ghtml

https://www.brasil247.com/pt/247/minas247/308935/Evang%C3%A9licos-de-Minas-mandam-jovens-escravos-para-os-EUA.htm